Por Airton Gontow

 

Emerson Sheik deveria abrir uma consultoria. Ficaria milionário ao vender aos políticos a estratégia de como mudar o foco da notícia e desviar a atenção do assunto que geraria crise.

O fato é que poucas horas depois de ser substituído e sair de campo sem cumprimentar o treinador e ainda protagonizar, diante de todos, cenas de puro descontentamento, o que seria estranho em um grupo que parece ser tão coeso e unido, o atacante posta no instagram o agora já famoso selinho no amigo Isaac.

Artilheiro e aguerrido, o atacante mostrou que realmente é bom de drible. O jogador que destruiu o Boca na final da Libertadores com o beijinho na boca calou a boca de todos, antes mesmo da polêmica começar. E “ninguém” falou no assunto, que mal resolvido poderia levá-lo a se tornar o “Chicão”. Sheik cortou pela raiz um assunto que poderia ter sido o tema dos programas esportivos e a hashtag da semana no twitter.

Com o factoide, o centroavante corintiano marcou um golaço e, de quebra, mostrou que é polivalente. De atacante, virou também defensor: dos direitos dos gays.

Ao menos – se essa foi realmente a estratégia – Sheik está jogando no time certo: de quem luta pela liberdade de expressão.

Virou craque da luta contra a homofobia!

 

Mesmo obra de Marketing, que a cena do selinho contra a intolerância se repita em todos os cantos.

A começar por este texto:

– Beijinho, beijinho, tchau, tchau!

 

Airton Gontow é jornalista,  cronista e diretor do site de relacionamento Coroa Metade (www.coroametade.com.br) 

 

 

 

Curta e compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Delicious
  • LinkedIn
  • StumbleUpon
  • Add to favorites
  • Email
  • RSS