Na quarta-feira, 22 de novembro, a PUC-SP celebrou os sete anos da Cátedra da Cultura Judaica com o seminário “O mundo depois do Holocausto: direitos humanos e direitos nacionais” e promoveu o lançamento do livro “A Força da Mentira – a grande farsa de Os Protocolos dos Sábios de Sião(The Lie That Wouldn’t Die), da juíza israelense Hadassa Ben-Itto, traduzido pela jornalista Miriam Sanger.

Para marcar os sete anos da Cátedra da Cultura Judaica da PUC-SP foi realizado no dia 22 de novembro, quarta-feira,o seminário “O mundo depois do Holocausto: direitos humanos e direitos nacionais”. O evento acontece no auditório 239, no segundo andar do edifício Reitor Bandeira de Mello, da PUC-SP, à rua Ministro de Godói, 969. Estão programadas duas mesas, uma delas às 10h30, com Cláudia Costin (FGV-RJ) e Mária Luiza Tucci Carneiro (USP), e a outra às 14h, com Michel Gherman (UFRJ) e Guilherme Casarães (FGV-SP). Em ambas, a mediação é de José Luiz Goldfarb, coordenador da Cátedra da Cultura Judaica e diretor da Educ – Editora da PUC-SP.

No mesmo dia, às 16h, aconteceu o lançamento do livro “A força da Mentira – a grande farsa de Os Protocolos dos Sábios de Sião” (480 páginas, R$ 81,00, Educ), de Hadassa Ben-Itto, com tradução da jornalista Miriam Sanger, brasileira residente em Israel, que estará presente no evento. A instigante obra penetra nos principais julgamentos a respeito desse livro que é o grande clássico da literatura antissemita no mundo.

 

Veja a programação do evento

 

9h30 - Inscrição

10h - Mesa de Abertura

10h30 – Mesa 1, com Claudia Costin (FGV-RJ) e Maria Luiza Tucci Carneiro (USP)

14h - Mesa 2, com Michel Gherman (UFRJ) e Guilherme Casarães (FGV-SP)

16h – Coquetel de Encerramento  e Lançamento do livro “A Força da Mentira – a grande farsa de Os Protocolos dos Sábios do Sião”,  de Hadassa Ben-Itto, com tradução de Miriam Sanger.

Local: auditório 239, no segundo andar no edifício Reitor Bandeira de Mello, na PUC-SP, à rua Ministro de Godói, 969.

 

Apoio: Conib, Fisesp, ABI, Arymax e Banco Daycoval.

 

Sobre a Cátedra da Cultura Judaica

No final do ano de 2009 surgiu a ideia para a criação de um centro focado em estudos sobre o judaísmo na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Esta ideia foi concebida na Pontifícia Academia Scientiarum, uma das Academias Pontificiais, ligada à Cúria Romana, e proposta à Secretaria-Executiva da Fundação São Paulo, que, em conjunto com a Reitoria, assim elegeu membros para que se pudessem iniciar os trabalhos. Durante o ano de 2010, uma comissão trabalhou intensamente para formatar a proposta e, após consulta à Pró Reitoria de Pós-graduação e Pró Reitoria de Graduação (recebendo pareceres favoráveis) no dia 27 de outubro de 2010 o Reitor da PUC-SP apresentou a proposta ao Conselho Universitário (CONSUN) que aprovou por unanimidade a criação da Cátedra da Cultura Judaica da PUC-SP.

Instalada em novembro de 2010, a Cátedra da Cultura Judaica da PUC-SP tem como objetivo a promoção de estudos diversos de relevância da Cultura Judaica, em aspectos como a língua hebraica, judaísmo bíblico e contemporâneo, políticas internacionais e história dos povos antigos. Busca também criar instrumentos para a compreensão e fomento ao diálogo intercultural e fortalecimento do diálogo inter-religioso, assim como identificar e valorizar o papel das comunidades judaicas na formação sociocultural do Brasil, discutir a diversidade cultural, sob a temática da promoção de valores éticos a partir da perspectiva judaico-cristã; apoiar o desenvolvimento de pesquisas de demanda sobre judaísmo-cristianismo e a nacionalidade brasileira; articular ações entre os setores público, privado, universitário e governamental para a utilização de conteúdos de referência no ensino; sugerir a adoção de conteúdos e disciplinas de temáticas pertencentes aos estudos sobre cultura judaica  nos cursos de graduação e pós-graduação, produzir a difusão de conhecimentos a respeito de cultura judaica, capacitar  professores e alunos de escolas públicas e particulares de Ensino Médio com relação aos diálogos inter-religiosos, identificar e avaliar experiências internacionais e promover debates com dirigentes e sociedade.

José Luiz Goldfarb

José Luiz Goldfarb

“Nesses sete anos de existência, a Cátedra promoveu cursos de História Judaica, Cultura Judaica, Poesia Bíblica, Hebraico Bíblico, seminários nacionais e internacionais sobre variados temas e cursos de direito internacional, entre outras atividades, com a criação em 2017 da “Coleção Cátedra da Cultura Judaica” na Educ – Editora da PUC-SP”, diz José Luiz Goldfarb, coordenador da Cátedra da Cultura Judaica e diretor da Educ.

 

 

 

Sobre o Livro “A Força da Mentira – a grande

farsa de Os Protocolos dos Sábios de Sião

 

A Educ (Editora da PUC-SP) lança no Brasil o livro “A Força da Mentira – a grande farsa de Os Protocolos dos Sábios de Sião(The Lie That Wouldn’t Die), da juíza israelense Hadassa Ben-Itto. Com 480 páginas, preço de R$ 81,00 e excelente tradução da jornalista brasileira, residente em Israel, Miriam Sanger, a instigante obra penetra nos grandes julgamentos a respeito desse livro que é o grande clássico da literatura antissemita no mundo. O livro está à venda nas melhores livrarias do ramo e pelo site da Livraria da Física: www.livrariadafisica.com.br.

Livro foi lançado em diversos idiomas

Livro foi lançado em diversos idiomas

The Lie That Wouldn’t Die foi publicado pela primeira vez, com grande repercussão, em alemão e hebraico, em 1998. Foram três edições em cada idioma. Depois, foi traduzido também para o inglês (duas edições), russo, holandês, espanhol, húngaro, búlgaro, romeno, árabe, parsi e, agora, português. Escrito em inglês, o livro foi traduzido pela própria autora para o hebraico.

Em “A Força da Mentira – a grande farsa de Os Protocolos dos Sábios de Sião”, a juíza conta, em linguagem agradável e tom de romance, seu primeiro contato com o infame Os Protocolos dos Sábios de Sião, sua busca pelas origens do texto, sua entrevista com os envolvidos em sua redação e publicação, sua investigação em diversos países e os dois julgamentos públicos da obra, realizados na África do Sul e na Suíça, em 1934, no início da ascensão do nazismo.

Como relata a autora, “de todos os libelos que já serviram como meio de incitação contra os judeus e como justificativa intelectual para o antissemitismo, o mito da assim chamada ‘conspiração judaica de dominação mundial’ – que foi materializado na farsa expressa em Os Protocolos dos Sábios de Sião – é provavelmente o mais capcioso e, a longo prazo, o mais perigoso entre todos”.

A Força da Mentira traz a história daqueles que forjaram esse texto, que o utilizaram e o distribuíram pelo mundo. Ao mesmo tempo, presta homenagem àqueles que o expuseram e o contestaram. No decorrer do último século, essa farsa foi publicada e disseminada em praticamente todos os idiomas conhecidos nos países civilizados. “Por outro lado, tem sido repetidamente, por muitas décadas, desafiada e exposta em países democráticos, por jornalistas honestos, historiadores eruditos, políticos e diplomatas, líderes religiosos, ex-agentes policiais e, acima de tudo, por juízes corajosos, responsáveis e irrepreensíveis em países democráticos. A própria história atroz do século 20 refuta essa terrível mentira”, escreve a autora.

Serguei Nilus, o fanático russo que publicou "Os Protocolos" pela primeira vez

Serguei Nilus, o fanático russo que publicou “Os Protocolos” pela primeira vez

A obra de Hadassa Ben-Itto traz elogiosos prefácios de Lord Harry Woolf, chefe do Supremo Tribunal da Inglaterra, e do juiz Edward R. Korman, desembargador do Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Leste de Nova York.

 

Sobre Miriam Hadassa Ben-Itto

Hadassa Ben-Itto, a autora do livro

Hadassa Ben-Itto, a autora do livro

Nascida na Polônia em 1926, Hadassa Ben-Itto é advogada especializada em lei criminal. Atuou por 31 anos como juíza (desde 1970) e aposentou-se precocemente, em 1991 de seu posto na Suprema Corte de Israel, comprometida com a investigação e a publicação do livro (The Lie That Wouldn’t Die). Atuou como membro da delegação israelense na ONU em 1965 e 1975. Representou Israel nos mais importantes eventos internacionais, como a Conferência de Direitos Humanos da Unesco, em Paris em 1982. Foi presidente da Associação Internacional de Advogados e Juristas Judeus (IAJLJ) de 1988 a 2004; nesse ano foi eleita como Presidente Honorária e coordenadora do comitê de combate do antissemitismo. Hadassa Ben-Itto dedicou-se por seis anos à pesquisa e redação dessa magnífica obra.

 

Sobre Miriam Sanger

A jornalista Miriam Sanger, que fez a excelente tradução da obra

Jornalista e tradutora, 48 anos, Miriam Sanger vive em Israel desde 2012. Escreve artigos, como freelancer, para vários veículos do País. Já publicou cinco livros. “A Força da Mentira – a grande farsa de Os Protocolos dos Sábios de Sião”, é sua primeira tradução.  “Quando A Força da Mentira chegou em minhas mãos, eu tinha pouco conhecimento a respeito do conteúdo e do alcance de Os Protocolos dos Sábios de Sião. Sabia tão somente tratar-se de um best-seller mundial, publicado há mais de 100 anos disseminando uma mentira abominável: a da existência de um complô judaico de dominação mundial”, afirma Miriam. “Hoje sei que este livro é puramente um hino de ódio ao povo judeu (e que atualmente é utilizado também contra o Estado de Israel) e que sua mensagem serviu como base do discurso político que levou à perseguição e ao assassinato de 6 milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial. Essa obra absurda permanece até hoje como uma sombra entre as nações, sendo reeditada e publicada livremente, servindo como uma torpe referência ideológica para organismos de extrema direita, tanto políticos quanto civis”, diz.

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