Ronco e apneia (dificuldade respiratória), que atingem cerca de 25% da população mundial, especialmente pessoas que já estão na meia idade, podem ser evitados com o uso de aparelhos intraorais.

 

O ronco, bastante comum em pessoas que já estão na meia idade,   aparece por causa da vibração de tecidos moles da garganta, o que causa o barulho tão desagradável. Muitas vezes, quem está solteiro não percebe que ronca, fato que pode se tornar um grande problema quando começa a vida a dois.

 

“O estreitamento das vias aéreas força a passagem de ar e com isso a vibração de tecidos como o dorso da língua, palato mole, úvula e a parte posterior da faringe”, explica Silvio Pardo, cirurgião dentista da Pardo Odontologia. Segundo ele, o consumo de álcool, cigarros e remédios para dormir, além da obesidade, agravam o problema.

A apneia do sono é um desdobramento mais desagradável ainda do problema. Quando a passagem do ar se estreita a níveis significativos, a respiração é cortada por alguns segundos. Isso pode acontecer centenas de vezes durante a noite. Na maior parte das vezes a apneia é insuficiente para acordar o paciente, que sai do estado de sono profundo para o sono superficial. “Esse sono superficial não é repousante. É por isso que as pessoas muitas vezes acordam com a sensação de que não descansaram direito”, explica Pardo.

 

Um dos maiores problemas é que quase ninguém percebe que sofre com a apneia. O diagnóstico pode surgir com os avisos de pessoas próximas ou através de exames clínicos. Por isso, os perigos para quem está sozinho são ainda maiores. Em seu quadro mais grave, a apneia pode potencializar os riscos de doenças mortais, como hipertensão, enfarto do miocárdio e até o temido derrame ou Acidente Vascular Cerebral – AVC.

 

De acordo com Pardo, os pacientes que sofrem desses distúrbios do sono podem encontrar melhora de seus quadros através da Odontologia . O ronco e a apneia leve e moderada podem ser tratados com o uso de aparelhos orais desenvolvidos pelo cirurgião dentista com base no molde de cada paciente. “Alguns aparelhos que são colocados na boca do paciente na hora de dormir mudam a configuração da boca e dos órgãos adjacentes, melhorando a passagem de ar e minimizando o ronco e a apneia”, afirma Silvio Pardo. “Isso deve ser feito em consultório através de moldes específicos e todo um trabalho de adequação à cada realidade”, alerta, acrescentando que o uso dos aparelhos orais não é um procedimento invasivo e de alto custo.

 

O “público-alvo” da apneia são pessoas do sexo masculino, mais velhas, com sobrepeso e usuárias de álcool, sedativos e cigarro. Há também casos de má formações congênitas, como síndromes genéticas e problemas mandibulares. “Portanto para quem sofre com o problema o caminho é a redução do peso e do consumo do álcool, assim como tratamentos de doenças como congestão nasal, rinites e sinusites e, ainda, evitar certos abusos antes de dormir, como exercícios intensos, consumo de café, cigarro e medicamentos sedativos”, diz Pardo, que acrescenta: “Evitar dormir de barriga pra cima também ajuda muito, mas  é sempre importante procurar um medico e cirurgião dentista do sono para descobrir se há algo mais a ser feito”. finaliza.

 

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