São Paulo – Um antigo sonho de Elzinha Nunes, sócia do restaurante Dona Lucinha em São Paulo e filha da conhecida cozinheira de Minas Gerais, saiu, literalmente, do forno. Ela lançou o Café da Manhã Colonial Mineiro, da região do Vale do Jequitinhonha.  

 A casa passou recentemente por uma ampla reforma. A frente ganhou um simpático terraço, que serve como um boteco mineiro; o salão principal foi repaginado, ficando com um ar mais arejado; e o restaurante ganhou ainda uma sala no andar superior, própria para aniversários e eventos corporativos. “O Café da Manhã Colonial Mineiro marca uma nova etapa em nosso restaurante”, diz Elzinha Nunes, que acrescenta: “Procuramos trazer para o café toda a variedade e delicadeza das nossas tradicionais receitas mineiras. É uma grande novidade na região de Moema”.

 O Café da Manhã foi lançado ao final de 2012. Será oferecido todos  os domingos e feriados, das 8h às 11h30 (com exceção dos dias 30 de dezembro e 1º. de janeiro), ao preço de R$ 31,90 por pessoa. Bebidas que não estão no cardápio, assim como os 10% da taxa de serviço, serão cobrados à parte. Crianças até seis anos não pagam. Crianças de 7 a 11 anos pagam metade. O estacionamento cai por R$ 15,00.

Veja a seguir o menu completo:

CAFÉ DA MANHÃ COLONIAL MINEIRO

Aos domingos e feriados, das 8h  às 11h30.

Bebidas:

  • Café de Coador
  • Chá Cabeça Cansada (maça e maracujá)
  • Chá de Erva Cidreira com Limão
  • Leite Puro
  • Leite Queimadinho com Cravo e Canela

Sucos Naturais:

  • Laranja
  • Melancia
  • Suco Verde (couve e laranja)

Iogurtes Natural e com Frutas:

  • Iogurte Natural
  • Creme de Abacate
  • Iogurte Caseiro com Manga
  • Frutas Picadas

Acompanhamentos:

  • Açúcar Mascavo
  • Rapadura Raspada
  • Adoçantes
  • Aveia em Flocos
  • Granola
  • Linhaça Dourada
  • Manteiga da Roça
  • Peito de Peru
  • Presunto Magro
  • Queijo Minas Frescal
  • Queijo Minas Padrão Serro
  • Requeijão cremoso
  • Mel de Engenho

No Buffet:

  • Pão de Queijo
  • Biscoito de Goma da Roça
  • Biscoito de Goma Crocante
  • Bolo de Milho Verde
  • Bolo de Cenoura com Chocolate
  • Bolo de Fubá Cremoso c/queijo do Serro
  • Broa de Fubá de Canjica
  • Empadão Mineiro
  • Pão de Batata com Frango Desfiado
  • Pão de Forma Integral
  • Pão Francês
  • Pau a Pic
  • Bolinho de Chuva
  • Biscoito Frito
  • Sanduíche de Peito de Peru
  • Mineirinho (pão francês quente com queijo Minas)

Feito na hora no Salão:

  • Ovos Mexidos
  • Mingau de Fubá
  • Cuscuz de Rapadura e Queijo

Sobre o restaurante Dona Lucinha

O simpático restaurante, instalado no bairro de Moema, segue a tradição das duas casas de Belo Horizonte. Preserva o gosto e a cultura alimentar dos tempos coloniais de Minas Gerais. Resultante de técnicas, saberes  e toques afro-indígena e português, as carnes são aliviadas com o uso da cachaça e do limão; o urucum é usado em abundância e o sal em pitadas. Com predominância do verde, legumes e folhas, refogados ou crus, marcam forte presença na cozinha do restaurante. Não há um único enlatado na casa. Cerca de 70% dos produtos utilizados chegam da fazenda que a família tem em Minas, resgatando a cozinha original, quando não era usado nenhum creme, pasta, defumado ou enlatado, e sim apenas o que se colhia, por tradição, nas pequenas hortas das fazendas ou vilas. Doces de leite, ovos e frutas em forma de compotas e licores caseiros.

Há opções de pratos a la carte e um conhecido buffet, com pratos da cozinha tropeira e da fazenda. Entre as diversas receitas da região do Serro, Costelinha frita com alho, Feijão Tropeiro, Tutu à Mineira, Vaca Atolada, Rabada com Agrião, Galinhada e, aos sábados, domingos e feriados, Pernil à Pururuca na chapa. Também destaca a famosa mesa de quitutes caseiros, feitos em tachos e sem conservantes, que traz delícias como ambrosia, espera marido, doce de abóbora com coco e, é claro, doce de leite.

O preço do buffet no almoço de sábados, domingos e feriados é de R$ 56,00 por pessoa, A salada é levada às mesas e as sobremesas estão inclusas.  Já no almoço de terças a sextas-feiras é de R$ 47,00 (sem as sobremesas, sai por R$ 38,00). Durante a semana, no almoço também há a opção dos pratos executivos (também chamados de mineirinhos) quase são cada vez mais pedidos, como o Itacolomi, Serro do Frio, Vila do Príncipe, Rio do Peixe, Arraial do Tijuco e Serra do Cipó.

A casa possui uma extensa carta de cachaças, entre elas a Cachaça da Dona Lucinha. Produzida na Cidade do Serro (terra de Dona Lucinha), a cachaça prata é armazenada em jequitibá Rosa e a ouro, em tonel de carvalho. “Produzidas com a qualidade e com a credibilidade da marca Dona Lucinha”, destaca Elzinha Nunes.

Sobre Dona Lucinha

Dona Lucinha nasceu no Serro, em novembro de 32, cidade barroca de Minas Gerais. Nos anos em que viveu em sua terra natal, atuou de formas múltiplas e mesmo mãe de onze filhos foi catequista, professora, salgadeira, doceira, feirante, quitandeira, diretora escolar e vereadora. Mas se considera mesmo uma cozinheira “de mão cheia” que se dedica a fazer, compreender e preservar a cozinha de origem – a da Fazenda e a do Tropeiro – gerada nas Minas do Ouro e do Diamante.

Sobre Elzinha Nunes

Fundadora e primeira presidente do Clube da Cozinha Brasileira, Elzinha Nunes é sócia e chef dos restaurantes Dona Lucinha e Aneto, ambos em São Paulo. Ministrou aulas no Instituto de Culinária da América (CIA), na Califórnia, EUA; e no Salone Del Gusto, em Turim, Itália. Representou o Brasil no Slow Food e cozinhou no Castelo de Verduno, na região do Piemonte, na Itália. É presença frequente em júris de gastronomia. Realiza apresentações e festivais sobre o tema no Brasil e no exterior. É associada à Aregala Brasil e à Acla Internacional. Ministra aulas nos cursos livres de Gastronomia da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP). Ultimamente, a chef Elzinha Nunes tem se dedicado a difundir e dignificar a Cozinha Histórica Brasileira, tanto no resgate e preservação de suas tradições culinárias, quanto no fomento de modernas releituras das mesmas. Na Chef TV, está à frente do programa “Condimentos”, que semanalmente apresenta receitas regionais com a expressão do sabor das várias culturas que compõem a brasilidade.

 

 

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