O livro do brilhante cartunista gaúcho acaba de ser lançado.  

 

Custa R$ 40,00, mas é de graça! São 400 páginas que trazem a irreverência de Cláudio Spritzer, em 300 divertidos cartuns sobre os mais variados temas; e também a trajetória do jornal “Hienas”, que há décadas se tornou quase parte da identidade cultural de Porto Alegre. Em bares, cafés e restaurantes, é quase parte do cardápio.  Pedido obrigatório: “Garçom, me traz um Hienas aí…” De quase médico à brilhante humorista e empreendedor, Spritzer há décadas faz com paixão, trabalho e talento o todo o processo de produção do jornal – dos cartuns à distribuição. “O Domador de Hienas” é atemporal, mas é também um ótimo presente para esta época do ano em que precisamos desejar  amor, saúde, sucesso mas também o bom humor que o brasileiro precisa tanto resgatar.  O livro pode ser adquirido no site da Livraria Cultura (www.livrariacultura.com.br).

Diz o autor na orelha do livro:

“São 400 páginas contando a grande estória* de um pequeno jornal. Funciona mesmo para quem não conheça o Hienas.

Escrevi pensando nisso. A história do do jornal é apenas o fio condutor.

A hiena é um bicho feio. As patas traseiras são menores que as dianteiras o que lhes confere um aspecto assimétrico. O pelo desbotado e cheio de manchas, o olhar dissimulado, a cabeça grande – desproporcional em relação ao corpo – o focinho escuro e bicudo tornam-na um tanto asquerosa. Os músculos maxilares são poderosíssimos e a dentição apropriada para mastigar ossos.

A aproximação acontece de forma estudada, mas enérgica. Não existe cercado, apenas arbustos isolados e pequenos grupos de árvores esparsas. O domador avança, pela savana, em direção ao grupo que devora a carcaça de um veado. O cheiro forte de sangue e o som dos ossos sendo triturados não o intimidam, ele conhece seu ofício. As hienas notam sua presença e, ainda que sem abdicar do banquete, encolhem-se de maneira subserviente, adotando uma postura corporal ainda mais repugnante que a normal.

O domador pára a uma distância adequada e, sem desviar os olhos do grupo, coloca a mão na pequena bolsa de couro de cabra que traz à tira-cola e, dela, saca um CD Player.

Ato contínuo as hienas interrompem sua refeição e olham diretamente para o domador que retribui balançando a cabeça positivamente.

Ele deposita o pequeno aparelho no solo arenoso e, esboçando um leve sorriso – quase imperceptível – enfia a mão novamente na bolsa. As hienas, em suspense, observam seus movimentos e arregalam os olhos escuros quando vêem o CD duplo surgir entre seus dedos. Ele pisca o olho e mostra a inscrição na caixinha: “Bandinhas Alemãs – As 10 mais”.

Contra-capa do livro

Contra-capa do livro

As hienas se agitam e, emitindo risinhos nervosos, põem-se em movimento buscando, cada uma, o seu lugar, na fila indiana que se forma em frente ao domador que aguarda em silêncio. Quando julga estarem todas na posição correta, ele conta até três e dispara o play.

E o som inunda aquele canto da savana, com hienas e domador entrelaçando os braços girando e saltitando em meio a risadas e gritos tiroleses numa coreografia de embasbacar qualquer público de Oktoberfest.”

* Spritzer sabe que o certo, de acordo com as “novas” regras da língua portuguesa é histórias, mas prefere escrever a palavra à moda antiga… 

 

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