São Paulo – O musical estreia hoje, 4 de junho, às 21h, no Teatro Folha. Com texto de Flávio de Souza e direção de Pamela Duncan,  tem elenco formado por nomes como Claudio Goldman, Gabriela Alves , Lui Strassburger e Ronaldo Liano.   Segundo Pamela, a peça  “é uma reflexão sobre o holocausto e o exílio voluntário ou não das pessoas que viveram durante a guerra”.  O espetáculo  homenageia o amor que ultrapassa as dificuldades dos tempos e triunfa eternamente.

Goldman e Gabriela Alves em cena de Pour Elise – Divulgação

 

Varsóvia, na Polônia, em 1938. Em uma festa da alta sociedade, o pianista judeu Sbig (Claudio Goldman) se apaixona pela bela cantora Elise (Gabriela Alves), casada com um líder da resistência contra o nazismo. O amor acaba quando começa a Segunda Guerra Mundial e Elise embarca com o marido para o Brasil. Anos depois, Sbig e Elise se reencontram e retomam o amor.

Este é o enredo de “Pour Elise”, musical escrito por Flávio de Souza, com direção de Pamela Duncan. No elenco, além de Gabriela Alves e Claudio Goldman, estão Lui Strassburger (que interpreta Sbig mais velho) e Ronaldo Liano. Espetáculo hoje, terça-feira, 4 de junho, às 21h no Teatro Folha, em São Paulo. No palco, cinco músicos executam a trilha sonora com piano, clarinete, acordeão, percussão, e flauta. As clássicas melodias de Beethoven, Schumann, Mozart recebem os versos de Flávio de Souza e Claudio Goldman, cantados ao vivo pelos atores.   O espetáculo fica em cartaz até 20 de agosto. O preço do ingresso é de R$ 20,00.

Claudio Goldman, idealizador do projeto, além de integrar o elenco, assinar a produção e a direção musical, ao lado de seu irmão, Gabriel Goldman – também participou da criação das canções em parceria com o autor. “Muitas músicas tiveram início em meu show Versão Brasileira, no qual brinco livremente com obras eruditas de Chopin, Beethoven, Mozart e outros, transformando-as em canções com ritmos brasileiros e letras em português”, conta  Cláudio Goldman.

A clássica canção Pour Elise, que dá nome ao espetáculo, costura o musical em diversas cenas. “Tem a versão Pour Elise em jazz, variação da Pour Elise em forma de chorinho. A brasilidade chega ao fim da peça, quando os protagonistas se encontram no Brasil”, diz Cláudio Goldman, que está há quatro anos empenhado em montar o espetáculo.

Convidada para protagonizar o espetáculo, Gabriela Alves está, pela primeira vez, se arriscando na música lírica. Com currículo vasto, a atriz conta com a preparação musical de Jocelyn Maroccolo e a coreografa Luciana Mayumi. “É mais um desafio na minha carreira. Gostei muito do projeto quando fui convidada pela diretora e não hesitei em participar”, revela a atriz.

 Diretora, cenógrafa e figurinista, Pamela Duncan conta que a proposta de Pour Elise é divertir e encantar o público com a divertida e vibrante história do século passado com suas dores e alegrias. “É uma reflexão sobre o holocausto e o exílio voluntário ou não das pessoas que viveram durante a guerra. Assim, com muito sentimento e paixão, a obra faz homenagem ao amor que ultrapassa as dificuldades dos tempos e triunfa eternamente. É um espetáculo romântico, com traços brechtianos, pitadas de chanchada e melodrama. Carregado de emoção, comovente e com um trabalho corporal intenso”, diz a diretora, que está à frente do grupo A Peste, Cia Urbana de Teatro.

 

“Flávio de Souza, autor inteligente e sensível, soube encontrar uma dramaturgia que mesclasse aspirações, desejos e angústias. Assim como as músicas compostas em parceria com Claudio Goldman, que abrilhantam ainda mais o musical. Tive liberdade de criação e de releitura desta obra de Flávio e Claudio. Escolhi o melodrama, a chanchada, a dramédia (como fala o próprio autor), O sentimento  profundo dos momentos vivenciados pela guerra e os próprios antepassados da família”, afirma a diretora.

“No elenco, tenho atores com vasta bagagem e que realmente entendem a linguagem do melodrama e aceitam  mergulhar nesta pesquisa de movimentos, emoções e tipos de interpretação. Uma equipe técnica  experiente fizeram crescer ainda mais nossa montagem”, conta Pamela Duncan, que se inspirou no filme Casablanca e nas obras de Woody Allen. “Casablanca é considerada a maior historia de amor filmado. É eterno e um clássico o momento da despedida como um ato de amor profundo entre dois amantes”, conclui.

Sobre Flávio de Souza

É um ator e roteirista brasileiro. Foi um dos integrantes do grupo teatral Pod Minoga, ao lado de Naum Alves de Souza, Carlos Moreno, Mira Haar e Dionisio Jacob. Em 1988, escreveu a peça teatral Fica Comigo Esta Noite, que estreou nos teatros brasileiros com Marisa Orth no papel de Laura e Carlos Moreno como Edu. No início da década de 1990, a peça foi remontada com Débora Bloch e Luís Fernando Guimarães no elenco. Em 2006, a peça foi adaptada por João Falcão para o cinema, tornando-se um sucesso nacional de público, desta vez com Alinne Moraes e Vladimir Brichta nos papéis principais. Foi responsável pela a criação do Castelo Rá-Tim-Bum, junto com o cineasta Cao Hamburger. Flavio também foi um dos autores de Sai de Baixo, apresentado pela TV Globo.

 

Sobre Pamela Duncan

Diretora do Grupo de Teatro Físico A Peste, Cia Urbana de Teatro. Diretora de teatro, cenógrafa, figurinista. Formou-se em Artes Cênicas em Buenos Aires, completando seus estudos no Exterior e no Brasil. Seus principais professores foram Antoinete de São Martin, Nola Rae (Inglaterra), Florent Pelayo(França) e o mestre Augusto Fernandez, dança no Stagium e mímica com o mimo Angel Elizondo. Atualmente dirige a companhia A Peste, Cia Urbana de Teatro. Com destaque para os espetáculos “A Menina que descobriu a noite”, “Sonhei com Charles Chaplin”, ”Eternos Vagabundos”, “As Incríveis historias de Mariazinha e seu amigo Sol”, “O Processo” de Kafka, “Nossa Historia é Assim”, de Raul Bopp, A Fantástica Trupe em ”A Princesa Engasgada”. Ministra oficinas e cursos de teatro físico e interpretação no Brasil e em diferentes países de America Latina. Coordena o departamento de Teatro Educação da Prefeitura de Taboão da Serra Ministrou no Festival Internacional de Azul de teatro em Buenos Aires, Argentina. É coordenadora em Taboão da Serra do projeto “Fazendo arte na Escola” na área de Teatro. Coordena na Oswald de Andrade o Projeto “A Arte de Contar Historias” segundo semestre de 2011.

 

Sobre Claudio Goldman

Iniciou sua carreira em 1990 gravando jingles para a Chevrolet, Coca-Cola (Rock-in-Rio), Pepsi e McDonalds. Em 1991, apresentou-se durante oito meses no Cassino Estoril (Lisboa, Portugal), com seu colega Pedro Moreno. Após cantar em programas de TV como Domingão do Faustão, Jô Soares e Hebe, passou a realizar Shows por todo o País. Lançou dois CDs pela Gravadora RGE, pelos quais foi indicado ao Prêmio Sharp, na categoria Cantor Revelação. Compositor conhecido por sua sensibilidade e voz melodiosa, Claudio transita por variados estilos musicais que vão da MPB à Ópera, do Jazz ao Pop Rock. Suas canções foram tema de novelas da Globo e da Record. Criou recentemente o divertido e emocionante espetáculo “Versão Brasileira”, no qual brinca livremente com obras eruditas de Chopin, Beethoven, Mozart e outros, transformando-as em canções com ritmos brasileiros e letras em português. O espetáculo estreou no Festival de Inverno de Campos do Jordão, circulou pelo Estado de São Paulo e foi apresentado no primeiro Campos Jazz Fest e na casa de shows Bourbon Street.

 

Sobre Gabriela Alves

Foi no “Sítio do Pica-Pau Amarelo”, que Gabriela Alves começou sua carreira aos três anos de idade como o “Anjinho da Asa Quebrada”. Após a obra de Monteiro Lobato, Gabriela participou de diversos trabalhos de destaque como as minisséries “Tenda dos Milagres” de Jorge Amado, “O Pagador de Promessas” de Dias Gomes, o premiado “Órfãos da Terra”, o longa-metragem “Sonhos de Menina Moça”, destaque em vários festivais internacionais, além de novelas como “Mulheres de Areia” e “Tropicaliente” na Rede Globo, “Tocaia Grande” na Manchete e “Marisol” no SBT, trabalhos que lhe renderam reconhecimento por parte do público e da imprensa. Recentemente, após uma longa temporada de estudos, fez uma participação especial na novela “Amor & Revolução” no SBT, onde recebeu boas críticas por sua interpretação.

 

Sobre Luis Strassburger

Ator profissional e locutor de comerciais desde 1977. Iniciou carreira no teatro em Porto Alegre, sua cidade natal. Na televisão participou de várias novelas, se destacando recentemente como o “Otorrino Ruy” de Avenida Brasil. Com o curta-metragem: “O Encontro” de Marcos Jorge, ganhou o “Kikito” de “Melhor ator” no 30º Festival de Gramado. Atuou também em “O Dia em Que Dorival Encarou a Guarda” de Jorge Furtado e José Pedro Goulart. Aparece em destaque nos longas: “O Menino da Porteira”, de Jeremias Moreira e “A Casa Verde” de Paulo Accorde. No teatro atuou em; “Homem Aranha, Ação e Aventura” de Leandro Panetta, megaprodução argentina; “Laços Eternos” de Zíbia Gasparetto com direção de Renato Borghi; “La Chunga” de Mario Vargas Llosa e direção de William Pereira, apresentada em Miami e Nova York; “O Cobrador”, peça baseada em conto de Ruben Fonseca com direção de Beth Lopes, entre outras. Atua em comerciais para TV e cinema. Recentemente fez a campanha “Brastemp You” como ator e locutor.

Pour Elise. Estreia dia 4 de junho, terça-feira, às 21h no Teatro Folha – Shopping Higienópolis.  Avenida Higienópolis, 618 – Consolação – São Paulo – SP. Temporada: terças, às 21h. Até dia 20 de agosto. Ingressos: R$ 20. Duração: 60 minutos. Classificação: livre. Ingressos à venda pelo www.ingressorapido.com.br

 

Curta e compartilhe

  • Facebook
  • Twitter
  • Delicious
  • LinkedIn
  • StumbleUpon
  • Add to favorites
  • Email
  • RSS