Os murais ficam no centro histórico da cidade e fazem parte do projeto Muro das Memórias. 

 

Novo mural faz uma releitura da inauguração da Golden Gate

Novo mural faz uma releitura da inauguração da Golden Gate

 

 

O conhecido muralista Eduardo Kobra não para de produzir murais, em todo o mundo. Ele faz, acompanhado de três artistas do Studio Kobra (Agnaldo Brito, Marcos Rafael e Cesar Almeida), na cidade de São Francisco, nos EUA, dois novos trabalhos. Os murais ficam no centro histórico de São Francisco, na Califórnia e fazem parte do projeto Muro das Memórias: um deles, com cinco metros de altura por 30 de comprimento, no topo de um prédio, faz uma releitura de uma icônica foto da inauguração da ponte Golden Gate; o outro mural, em um prédio com 35 metros de altura por 12 de largura, traz desenhos em seus dez andares que formam uma única imagem das famosas ladeiras, com seus bondes, de São Francisco Em ambos os murais o artista usa tinta acrílica, sprays, esmalte sintético e, após o término, verniz, para aumentar a durabilidade da obra. O convite para a viagem partiu de Terry Check, conhecido fotógrafo de Atlanta que na década de 80 registrou o lendário grafiteiro Keith Haring.

Kobra está em fase de intensa atividade. No início de novembro, entregou para São Paulo um painel colorido, retratando o cantor e compositor Chico Buarque de Hollanda e o escritor Ariano Suassuna. O painel, medindo 11 metros de altura por 17 metros de largura, ocupa toda a lateral pédio da Fnac Pinheiros, aa Avenida Pedroso de Moraes, em Pinheiros. Pouco antes, no dia 20 de outubro, Kobra finalizou a grande intervenção que fez desde junho em dois grandes tanques de armazenamento de gases da empresa Linde, na rodovia Cônego Domenico Rangoni, no trecho do Sistema Anchieta-Imigrantes que liga Cubatão ao Guarujá, onde passam diariamente milhares de veículos. “Sempre antes de viagens internacionais, faço questão de fazer intervenções aqui no Brasil, especialmente em São Paulo, que é a minha base, onde me inspiro e recomponho minhas energias”, diz Kobra.

Kobra fez as novas embalagems das latinhas da Perrier

Kobra fez as novas embalagems das latinhas da Perrier

Na segunda semana de outubro, o artista urbano fez uma pintura de 7 metros por 12 metros, mostrando a São Paulo Antiga, na rua Oscar Freire. Depois, de 15 a 21, como parte da campanha de 15 anos do Shopping Higienópolis, Kobra compôs um painel a partir de fotos de frequentadores do Pátio Higienópolis.

Em setembro e início de outubro, Kobra viajou por quatro países – Suécia, Polônia, França e Estados Unidos –, onde fez vários murais e outros trabalhos, como a pintura de um carro em Paris e a pintura das latas da água Perrier (Em 83, quem pintou a Perrier foi Andy Warhol).

 Eduardo Kobra conquista o mundo com sua arte

O muralista brasileiro Eduardo Kobra terminou dia 4 de outubro um novo mural em Nova York, no Brooklyn. Em um muro de 12 metros de largura por quatro altura, ele faz uma releitura da cena clássica de Andy Warhol e Jean Michael Basquiat. “Escolhi esta imagem porque o muro fica em uma área que Basquiat frequentava. E, claro, porque são dois artistas que adoro e que servem de constante inspiração para meu trabalho”, diz Kobra. O endereço do muro é Bedford and North, 9, em Williamsburg, uma das regiões mais descoladas de Nova York, no Brooklyn. Kobra, que viaja acompanhado por Agnaldo Brito, artista do Studio Kobra também aproveita o período em Nova York para retocar o seu famoso mural “O Beijo está no Ar”, em Manhattan, na região de Chelsea. O artista brasileiro confessa que se surpreendeu ao ver que sua arte virou ponto turístico em Nova York. “Foi muito bacana ver que as pessoas passeiam pela High Line e param para fazer fotos do mural e que tem até guia falando sobre o trabalho”, diz Kobra, acrescentando que o tempo todo há pessoas acompanhando e registrando a produção do novo trabalho.

O muralista viajou para Nova York para o lançamento da coleção “Street Art” de latas e garrafas da  Perrier. O evento da Perrier em Nova York aconteceu no dia 24 de setembro. Antes, houve um primeiro lançamento, dia 18 de setembro, no Palais de Tokyo, em Paris. Quem pintou as latas, com três artes diferentes, foi o brasileiro Eduardo Kobra.  Já o norte-americano JonOne e a japonesa Sassu pintaram rótulos das garrafas da Perrrier (Em 83, quem pintou a Perrier foi Andy Warhol).

De outubro de 2014 até abril de 2015, serão comercializadas 400 milhões de latas e garrafas em cerca de 100 países.

Além dos rótulos, os três artistas pintaram em Paris carros (Renault 5). Dois dos veículos serão leiloados, com a renda revertida para entidades beneficentes. O terceiro ficará ficará exposto no Museu Perrier, no Sul da França.

Kobra saiu do Brasil no dia 29 de agosto, acompanhado por três artistas do Studio Kobra (Agnaldo Brito, Cesar Almeida e Marcos Rafael), e começou a pintar no dia 1 de setembro, na cidade de Boras, na Suécia, o mural “Alfred Nobel”. Boras é conhecida como a “Cidade Campeã Mundial em Limpeza Urbana”, por reaproveitar 99% dos seus resíduos. O mural, de 16 metros de altura por 10 de comprimento, ficou belíssimo. “Ocupamos o prédio com uma imagem em 3D e produzimos a medalha do Prêmio Nobel, valorizando assim a história do criador do prêmio, Alfred Nobel”, diz Kobra.

Mural Alfred Nobel, na Suécia

Mural Alfred Nobel, na Suécia

Em pouco tempo, Kobra e equipe chamaram atenção da população da pequena cidade de 105 mil habitantes, que se reuniu diariamente em frente ao prédio para assistir ao processo de produção do trabalho, que virou destaque na mídia local.  Eduardo Kobra foi capa de um dos principais jornais da cidade e apareceu em programas de televisão. O artista brasileiro foi convidado para dar uma palestra sobre o projeto do Mural e sobre sua carreira. Também estavam presentes outros quatro artistas que fizeram interferências de arte urbana na cidade (um italiano, um francês e dois norte-americanos).  “É a primeira vez que a Suécia abre espaço para a Arte Urbana”, conta Kobra.

A palestra aconteceu no dia 4 de setembro,  para 600 pessoas, que lotaram o auditório.  Um dia antes, Kobra recebeu a visita do fundador do Museu Nobel, de Boras, que entregou a Kobra uma cópia da medalha de Nobel e também convidou-o para visitar o museu. “A visita foi instrutiva e até emocionante, já que Nobel é a inspiração para um dos meus projetos mais importantes, que é destacar em paredes de diversos países as pessoas que contribuíram pela paz, como Dalai Lama, Madre Teresa, Nelson Mandela e Martin Luther King”, afirma Kobra, que acrescenta: “É um orgulho ter agora um mural nessa cidade, que é cercada por lindas obras de arte por todos os lados’.

Depois da Suécia, Kobra e equipe foram para Lodz, na Polônia, onde começaram no dia 10 de setembro a obra “Arthur Rubinstein” pianista polonês e judeu (nascido em 28 de janeiro de 1887, em Lodz; e falecido em 20 de dezembro de 1982, em Genebra), conhecido como um dos melhores pianistas virtuosos do século 20, aclamado em todo o mundo, especialmente por suas performances de Chopin e Brahms.

Arthur Rubinstein finalizado em Lodz

Arthur Rubinstein finalizado em Lodz

Eduardo Kobra viajou para a Polônia a convite da galeria Urban Forms, que já convidou nomes como Inti, do Chile; Roa, da Bélgica; e os brasileiros “Os Gêmeos”. A obra “Artur Rubinstein fica em uma enorme parede, de 28 metros por 22 metros de altura. “Fizemos um mural alegre e colorido, como se devolvêssemos a Rubinstein a felicidade e emoção de voltar à sua cidade natal, tão marcada pela guerra, pelo horror e destruição”, diz Kobra, que finaliza o mural no dia 14 de setembro

Depois da Polônia, Kobra seguiu, por Agnaldo Brito, artista do Studio Kobra, para Paris, onde, além de pintar, participou do lançamento mundial dos novos rótulos da água Perrier. O brasileiro fez as artes das latas da conhecida marca (mesmo trabalho feito em 83 por Andy Warhol). Depois, seguiu para Estados Unidos, onde também participou do lançamento da  Perrier, começou a fazer um novo mural (a já citada releitura de uma cena clássica de Andy Warhol e Jean Michael Basquiat usando luvas de boxe) e retocou seu famoso “O Beijo está no Ar”.

Novos murais em São Paulo e Brasília

Eduardo Kobra entregou no dia 27 de agosto, um trabalho em Brasília, na lateral do prédio da Caixa Econômica Federal. A obra, “O Candango” – feita com o spray e esmalte sintético, com 29 metros de altura por 7,4 de largura – retrata, segundo Kobra, “aqueles que dedicaram suas vidas à construção de Brasília, vindos de várias partes do Brasil”. A obra faz parte do projeto “Muro das Memórias”, desenvolvido pelo artista em muitas cidades.

"O Beijo", na Hagh Line, em Nova York

“O Beijo”, na Hagh Line, em Nova York

Além de pintar em muros, Kobra e equipe cada vez mais se dedicam a fazer obras nas laterais de grades prédios. Já são dez em diversas cidades e países, entre eles “Oscar Niemeyer”, em São Paulo; “O Beijo está no Ar”, em Nova York; e a “Bailarina”, em Moscou.

A impressionante e bela obra "A Bailarina", em Moscou

A impressionante e bela obra “A Bailarina”, em Moscou

Em Brasília, Kobra trabalhou acompanhado pelos artistas Agnaldo Brito, Marcos Rafael e Marcos dos Santos, todos do Studio Kobra  No dia 29 de agosto Kobra iniciou uma viagem de 32 dias para pintar em cinco países: Suécia, Polônia, França, Estados Unidos e Canadá.

Recentemente, Eduardo Kobra fez mais um mural no México. No dia 28 de agosto, terminou o mural (conjunto de quatro paredes) “Viva o Ibirapuera”, em São Paulo, em homenagem aos 60 anos do parque (veja release abaixo).

Eduardo Kobra

Eduardo Kobra não para! O conhecido artista urbano brasileiro fez recentemente o mural “Viva o Ibirapuera”, em homenagem aos 60 anos do parque mais famoso e importante de São Paulo. A obra de Eduardo Kobra no Parque do Ibirapuera fica na marquise em frente à Aranha do MAM. São quatro paredes, que foram um cubo (duas delas de 23 metros por quatro metros e duas oito metros por quatro metros). A arte no Ibirapuera mostra cenas cotidianas de pessoas no parque: um casal se beijando e sorrisos de uma criança e de um casal de idosos (dois rostos que formam um). “Muitas pessoas pensam que preservação ecológica é só cuidar da Amazônia, daquilo que muitas vezes está distante. Claro que é fundamental! Mas preocupação ecológica é também cuidar e preservar dos parques que estão perto de nós, em nossos espaços urbanos, como o Ibirapuera, que completa 60 anos.”, afirma.

De acordo com o artista, as pessoas podem se inspirar ou imitar as cenas dos desenhos e tirarem selfies para serem compartilhadas: “O Ibirapuera é o parque da natureza, dos pássaros e pessoas também. Por isso o nome do mural é ‘Viva o Ibirapuera’. Afinal, é preciso homenagear esse lindo espaço da cidade. É preciso vivenciar o Parque do Ibirapuera”, conclui.

No final de maio, Kobra concluiu seu primeiro mural no México. Ele pintou, acompanhado por Agnaldo Brito, também artista do Studio Kobra, o mural “MariArte”, na fachada de nove metros de altura por 14 de comprimento do hotel Matilda, conhecido por fazer várias ações de apoio à cultura.  O trabalho faz parte do Smart Festival de San Miguel Allende, cidade declarada Patrimônio Cultural da Humanidade, em 2008, pela Unesco, no estado de Guanajuato. Kobra, que utilizou técnica mista (spray e esmalte sintético), foi convidado pela curadora do festival, Julia Riley Sullivan, que também é   editora da “Fresco Magazine”, dos EUA (que fez matéria de capa com Kobra) e também sócia de uma galeria em Miami onde Kobra pintou o famoso carro no festival Art Basel de 2013. O trabalho foi realizado no Centro Histórico da cidade. “Retratamos um mariachi dentro do projeto em que faço releituras com imagens icônicas dos lugares por onde passo.

Nesta obra, o Mariachi está tocando e de seu instrumento saem cores, que fluem e interagem com a arquitetura clássica da cidade. Assim, preservamos o Centro Histórico e de forma alguma agredimos o espaço. Respeitamos o local e fazemos a releitura do personagem com cores típicas brasileiras. No chapéu se percebe as bandeiras do México e do Brasil e, entre elas, há um pequeno coração”, diz Eduardo Kobra. Ele e Agnaldo Britto tiveram no trabalho do “MarArte” o apoio de três grafiteiros da cidade.

No início de maio, Kobra fez em Roma o mural “Paz” (onde destacou a jovem paquistanesa Malala Yousafzai) e inaugurou sua primeira exposição individual no Exterior, “Peace”, na Dorothy Circus Gallery também na capital italiana, onde apresenta dez obras com personalidades que, segundo ele, influenciaram o planeta “no caminho da paz e da harmonia entre homens e mulheres de diferentes países, raças e religiões”: Malala Yousafzai, Dalai Lama, Albert Einstein, Madre Teresa, Bob Marley, Nelson Mandela, Mahatma Gandhi, Papa (João Paulo II), John Lennon e Martin Luther King. Recentemente, fez mais um mural no México e, também, pintou rótulos das garrafas da água Perrier (mesmo trabalho feito em 83 por Andy Warhol), que terá lançamento mundial.

Sobre a trajetória recente de Eduardo Kobra

Eduardo Kobra é um dos mais conhecidos e respeitados, por público e crítica, artistas urbanos brasileiros. Este ano, em Roma, trabalhou em dois projetos. Pintou o mural “Paz” (em homenagem à liberdade e igualdade entre povos, raças, sexos e religiões), que tem como referência a paquistanesa Malala Yousafzai; e inaugurou sua primeira exposição individual no Exterior, “Peace”, que fica até dia 25 de junho na capital italiana, primeiro na Dorothy Circus Gallery, e depois na embaixada brasileira em Roma.

Kobra trabalhou intensamente, todos os dias, das 8h às 18h, ao lado de Agnaldo Brito, artista do Studio Kobra, para entregar no dia 9 de maio o muro da fachada do MAAM (Museo dell’Altro e dell’Altrove di Metropoliz – città meticcia), na via Prenestina, 913. Na obra “Paz”, Kobra destacou com técnica mista (spray e compressor) a jovem Malala. O muro tem 5,5 m de alturaX30m de comprimento. “A Malala é um símbolo para todo mundo por sua coragem e a luta pelo direto à educação e liberdade da mulher no Paquistão e no mundo inteiro”, diz Kobra.

Na exposição “Peace”, na Dorothy Circus Gallery (na via dei Pettinari 76), Kobra usa também técnica mista – com diversos materiais – e apresenta dez obras, onde destaca personalidades que, segundo ele, influenciaram o planeta “no caminho da paz e da harmonia entre homens e mulheres de diferentes países, raças e religiões”. Ele apresenta as seguintes telas: John Lennon – 50cm x 50cm; Malala Yousafzai – 50cmx50cm; Dalai Lama – 50cmx50cm; Albert Einstein – 100cmx100cm; Madre Teresa – 80cmx80cm; Bob Marley – 80cmx80cm; Nelson Mandela – 80cmx80cm; Mahatma Gandhi – 70cmx70cm; Papa (João Paulo II) – 70cmx70cm. John Lennon – 70cmx70cm e Martin Luther King – 70cmx70cm

Eduardo Kobra começou como pichador, tornou-se grafiteiro (ler sobre o artista mais abaixo no release) e hoje se define como um muralista. Tornou-se conhecido pelo seu projeto Muro das Memórias, onde faz releituras de cenas da São Paulo antiga, como o muro de 1.000m2 na av. 23 de maio. Nos últimos anos também se dedicou muito a outros projetos, como surpreendentes obras em 3D e o projeto Greenpincel, onde mostra (ou denuncia) imagens fortes de matança de animais e destruição da natureza; e homenagens a personagens que marcaram a história, em diferentes áreas, como Albert Einstein, Nelson Mandela, Madre Teresa de Calcutá, Abraham Lincoln, Maya Plisetskaya Salvador Dali, Barquiat (grafiteiro), Frida Kahlo e Andy Warhol. Também fez várias viagens para mostrar seu trabalho no Exterior, como para a Inglaterra (Londres), França (Lyon), Atenas (Grécia), Rússia (Moscou) e Estados Unidos (Nova York, Miami, Sarasota e Los Angeles).

Eduardo Kobra fez diversas intervenções urbanas em São Paulo, como a já citada homenagem a Oscar Niemeyer, feita em janeiro do ano passado para o aniversário de São Paulo. É interessante ressaltar que Kobra não faz intervenções sem pedir antes a autorização do poder público ou do proprietário do imóvel.

O projeto “Muros da Memória” busca transformar, através de murais, a paisagem urbana e resgatar a memória da cidade. Os desenhos são a síntese do modo peculiar de Eduardo Kobra criar – através do qual pinta, adere, interfere e sobrepõe cenas e personagens das primeiras décadas do século XX.  Essas obras são uma junção de nostalgia e modernidade, por meio de pinturas cenográficas, algumas monumentais. Através delas cria portais para saudosos momentos da cidade “A ideia é estabelecer uma comparação entre o ar romântico e o clima de nostalgia, com a constante agitação de hoje”, diz o artista.

Sobre o Greenpincel Kobra afirma: “se no Muro das Memórias mostro a beleza e convido à contemplação, no Greenpincel mostro o horror e convido para a tomada de posição e para a ação”.

Para 2014 tem vários convites para fazer obras no exterior. Além da Itália e México, onde já concluiu os trabalhos, faz agora a viagem para a Suécia, Polônia, França, Estados Unidos e Canadá. Até o final do ano deve ir também para Grécia, Dinamarca e Austrália.

 

Eduardo Kobra: vida e obra            

Kobra é um expoente da neo-vanguarda paulistana. Seu talento brota por volta de 1987, no bairro do Campo Limpo com o pixo e o graffiti, caros ao movimento Hip Hop, e se espalha pela cidade. Com os desdobramentos, que a arte urbana ganhou em São Paulo, ele derivou – com o Studio Kobra, criado em 95 – para um muralismo original – inspirado em muitos artistas, especialmente os pintores mexicanos e no design do norte-americano Eric Grohe — beneficiando-se das características de artista experimentador, bom desenhista e hábil pintor realista. Suas criações são ricas em detalhes, que mesclam realidade e um certo “transformismo” grafiteiro.

Kobra é autor do projeto “Muro das Memórias”, que busca transformar a paisagem urbana através da arte e resgatar a memória da cidade. “A ideia é estabelecer uma comparação entre o ar romântico e o clima de nostalgia, com a constante agitação  e hoje”, afirma o artista.. Os desenhos são a síntese do seu modo peculiar de criar – através do qual pinta, adere, interfere e sobrepõe cenas e personagens das primeiras décadas do século XX.  As obras unem nostalgia e modernidade, por meio de pinturas cenográficas, algumas monumentais. Através delas cria portais para saudosos momentos da cidade.

Desde 2006 já foram entregues cerca de 25 murais em avenidas e ruas de São Paulo. Em janeiro de 2009, entregou para o aniversário de São Paulo um mural de 1000 metros quadrados na av. 23 de Maio, que mostra cenas da década de 20. Kobra, que nunca faz uma intervenção sem pedir antes a autorização do poder público ou do proprietário do imóvel, pediu a autorização para a a obra. O então prefeito Gilberto Kassab (“Lei da Cidade Limpa”) prestigiou a inauguração do muro da av. 23 de maio, o que é visto como um marco para a arte de rua, porque pouco antes os fiscais de Kassab andavam destruindo várias obras de artistas urbanos.

Kobra, inquieto, estudioso e autodidata, também faz pesquisas com materiais reciclados e novas tecnologias, como a pintura em 3D sobre pavimentos (muito difundida por nomes internacionais, como Julian Beever e Kurt Wenner). O artista realizou diversas obras em 3D, como na Praça Patriarca, no centro da Cidade, a primeira no Brasil; e na Avenida Paulista, símbolo da megalópole. A técnica anamórfica  consiste em “enganar os olhos”. A pintura é distorcida ou mesmo incompreensível na maioria dos ângulos de visão, mas ao ver do ângulo correto, estipulado pelo artista, se torna um 3D com incrível variação de profundidade e realismo.

Paralelamente, Kobra desenvolve sua produção pessoal, que passa pela pesquisa de materiais reciclados e novas tecnologias. Além da pintura em 3D sobre pavimentos, recicla e recria momentos e formatos das histórias da Arte e das cidades, especialmente de São Pualo.

Kobra tem sido muito procurado para decorar também para pintar restaurantes, bares e residências.  Participou de várias edições da Casa Cor São Paulo e da Bienal de Arquitetura de São Paulo. Em outubro de 2008, fez na galeria Michelangelo, em São Paulo, a elogiada exposição “Lei da Cidade que Pinta”, onde placas, outdoors, luminosos e outros materiais de comunicação visual retirados pelos fiscais e funcionários da Prefeitura ressurgiram como suporte para as obras de arte. Em julho de 2009 fez, também em São Paulo, na galeria Pró Arte, a exposição “Visitas”, sucesso de crítica e público.  Em julho e agosto deste ano realizou algumas intervenções em 3D com o artista plástico Romero Brito, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Em outubro desse mesmo ano, realizou grafitou um muro na Av. Rebouças, em São Paulo, ao lado de  Jay Mulder, considerado um dos seis maiores expressionistas norte-americanos vivos.  Em novembro, expôs 25 telas inéditas na Galeria Romero Britto. Além disso, realizou uma série de intervenções em 3D em São Paulo (na Avenida Paulista), Rio de Janeiro (Copacabana) e Brasília (Esplanada dos Ministérios).

 

Veja a seguir uma síntese das linhas de trabalho de Eduardo Kobra

Muro das Memórias – projeto mais antigo e constante de Eduardo Kobra, que pinta São Paulo antiga. Há cerca de 40 trabalhos em São Paulo. Cria um contraste entre o antigo e o contemporâneo. Na av. 23 de maio, em seu maior trabalho, de mil metros quadrados, as pessoas passam em seus carros, como máquinas, a toda velocidade. O lado humano da avenida está justamente nos rostos pintados no muro. O artista começa a ser convidado para desenvolver trabalhos do Muro das Memórias em outras cidades. Fez, por exemplo, lindas criações em Belém do Pará, Rio de Janeiro e Santa Maria (RS), além de cidades em diversos países.

3D – Kobra é pioneiro nesta arte. Surpreendeu São Paulo fazendo um carro em 3d na Praça do Patriarca. A obra tinha cerca de 30 metros de largura por oito de comprimento. De 98% das posições o espectador via uma mancha no chão. De dois por cento via um carro, “real”, na frente. Fez um Pelé na Av. Paulista; um Michael Jackson no Rio de Janeiro (junto com o artista plástico Romero Brito); uma piscina no Rio (homenagem às Olimpíadas); monumentos de Brasília na Esplanada dos Ministérios e um canyon com elementos brasileiros e sul-africanos na Praça do Patriarca, em São Paulo, durante a Copa do Mundo de 2010. Ao total, fez cerca de 20 trabalhos em 3D no Brasil. Em 2011, participou e foi premiado no Sarasota Chalk Festival, maior evento de 3D do mundo (ler em trabalhos internacionais, ao final do release).

Galeria de Céu Aberto – O artista começou a colocar seus quadros em muros e outros espaços da cidade de São Paulo. Quer mostrar para as pessoas que a arte é acessível, que todos podem entrar em galerias. “Muita gente pensa que não gosta de arte simplesmente porque nunca entrou em museus e galerias”, afirma Eduardo Kobra que há pouco mais de quatro meses fez uma obra deste projeto em muro da Praça Panamericana.

Galeria – Kobra se firma como artista plástico. Sua arte é cada vez mais encontrada também nas galerias. Em outubro de 2008, fez na galeria Michelangelo, em São Paulo, a elogiada exposição “Lei da Cidade que Pinta”, onde placas, outdoors, luminosos e outros materiais de comunicação visual retirados pelos fiscais e funcionários da Prefeitura ressurgiram como suporte para as obras de arte. Em julho de 2009 fez, também em São Paulo, na galeria Pró Arte, a exposição “Visitas”, sucesso de crítica e público.

Greenpincel – O projeto que o artista desenvolve desde março de 2011, buscando alertar e combater as agressões do homem aos animais e ao planeta como um todo.  Kobra entregou vários murais para a cidade de São Paulo, dentro do projeto. Fez em julho um chocante mural de “boas-vindas”, chamado “Welcome to Amazônia”, na av. Rebouças, 167, com cerca de 7mX5m. O cenário mostra um ambiente arrasado. Pouco antes, concluiu o  mural “CO2”, na rua Alvarenga, 2.400, com cerca de 10mX5m, também parte do seu projeto Greenpincel, iniciado com o mural “Navio Baleeiro” (obra crua e forte, baseada em uma cena da caça de uma baleia pelo navio Yushin Maru), realizado em março na rua Domingos de Morais, na Vila Mariana. No dia 26 de agosto, Kobra e outros artistas do Studio Kobra pintaram o mural “Sem Rodeios”, na av. Brigadeiro Faria Lima, depois de ficar chocado com as imagens nos jornais e sites do bezerro abatido pelo peão César Brosco durante a 56ª. Festa do Peão de Barretos. Em setembro, fez na rua Cayowa, em Perdizes, o mural “Mar da Vergonha”, onde critica o massacre de centenas de golfinhos no início de setembro, na pequena cidade de Taiji, na costa meridional da ilha japonesa de Honshu. Em outubro do ano passado fez o mural Alta Mira, onde critica a construção da usina, trabalho que atingiu grande repercussão de público e mídia.           Segundo Kobra, o Greenpincel denuncia e combate artisticamente as várias formas de agressão do Homem à natureza. “Todas as tragédias naturais que têm acontecido em nosso planeta mostram que proteger os animais e a natureza como um todo é também uma forma de protegermos o ser humano. Particularmente, sou um apaixonado por plantas e animais. São temas que namoro há muito tempo e, por isso, decidi que já era hora de colocá-los também dentro do meu trabalho como artista”, diz. O Greenpincel marca uma nova etapa nas obras de rua do artista, que buscam basicamente preservar a memória e trazer beleza aos paulistanos, em meio à correria do dia-a-dia. “Gosto muito de resgatar a história e levar beleza às ruas das cidades, o que faço principalmente no projeto ‘Muro das Memórias’, mas há situações em que devemos denunciar, mostrando artisticamente as agressões feitas contra o nosso Planeta”, afirma.

Personalidades – Série que homenageia personalidades importantes da história, como o arquiteto Oscar Niemeyer, o compositor Adoniran Barbosa e o ator e compositor Mário Lago, além de nomes como Madre Teresa de Calcutá, Nelson Mandela, Martin Luther King e Albert Einstein.

Mosaicos – É fase mais recente do trabalho de Kobra. Usa aspectos coloridos e figuras geométricas sobrepostas nas cenas. Esta técnica dá profundidade e cor aos trabalhos. Alguns exemplos desta fase são os já citados murais “O Beijo está no Ar”, em Nova York; e o trabalho de agora em Moscou.  Às vezes a técnica pode se mesclar a outros estilos ou linhas de trabalho do artista. A recente homenagem a Oscar Niemeyer pertence à fase Personalidades e também à fase Mosaicos.

 Trabalhos Internacionais em 2011 e 2012– Além dos trabalhos destacados no início deste release, o muralista e artista plástico fez, em 2011 e 2012 diversos trabalhos no Exterior. Em maio de 2011, em Lyon, França, pintou o mural Imigrantes (de 17mX3,5m), no bairro de Guillotiére, que é conhecido por abrigar muitos imigrantes, vindos de diversos países e continentes. Um novo projeto da Prefeitura da cidade prevê a demolição de várias casas e prédios históricos dessa região, para a construção de uma ampla avenida, trazendo modernidade às custas da perda de patrimônio histórico e, principalmente, da retirada de antigos moradores. “Minha pintura fez parte de uma série de eventos e protestos contra essa ação da Prefeitura”, explica o artista.  Todo o processo produtivo de Kobra foi acompanhado pelo francês Gilbert Codene, líder de uma das principais equipes de pintores muralistas no mundo. Antes de Lyon, Kobra passou por Londres, onde fez, em abril, um mural na bicentenária Roundhouse. Nesse muro já existiram outros trabalhos. O primeiro foi do famosíssimo grafiteiro Banksy (um documentário sobre ele concorreu ao Oscar). O trabalho de Banksy foi atacado por uma senhora que mora no bairro e não gostou da obra, destruindo-a com tinta branca. Pouco depois, artistas utilizaram o muro para protestar, desenhando uma onça e colocando frases contra o ataque. A Roundhouse fica no Camden Town, um dos bairros mais descolados de Londres e é umas das casas mais importantes da capital inglesa. Por lá já se apresentaram nomes como Mick Jagger.

Na Grécia, Kobra fez, com Agnaldo Britto Pereira, em um ponto nobre de Atenas (próximo à estação do metrô Pefkakia),  o mural “Evolução Desumana”, com cerca de 35 metros de comprimento por cinco de altura, dentro de seu projeto  Greenpincel.  Após passar cerca de um mês em Atenas, voltou ao Brasil no final de agosto, após concluir o mural, que havia sido atacado por religiosos, revoltados com o que chamavam de agressão a Deus, já que “Evolução Desumana” trazia da evolução segundo Charles Darwin.

“Sempre respeitei as culturas e as religiões. O meu trabalho é com Arte Urbana e, claro, ele acontece principalmente nas ruas, o que aumenta  ainda mais a minha responsabilidade, já que minhas obras são vistas por todos os tipos de pessoas. Mas parece-me claro que o fato de não gostar de algum trabalho artístico, por sua qualidade ou temática, não dá a ninguém o direito de destruí-lo. Se assim o fosse, esses religiosos poderiam entrar no Museu de História Natural de Nova York, onde a evolução da espécie e, principalmente, humana é mostrada de forma realista, e destruírem tudo! Respeitar o direito de expressão é básico na Democracia que, por sinal, começou aqui na Grécia. Por isso decidimos, ainda que exista algum perigo de um novo ataque ao muro, refazer o trabalho, com algumas modificações estéticas, mas ainda dentro do mesmo tema. Não podemos ceder espaço para os intolerantes”, diz Eduardo Kobra.

O muralista viajou para Atenas a convite de Kiriakos Isofidis, sócio da editora Carpe Diem, que já publicou três livros sobre muralismo (“Mural Art Book 1, 2, e 3”), além de diversos outros livros sobre Street Art. O terceiro volume de “Mural Art Book” traz duas páginas sobre o trabalho de Kobra.

No final de 2011, Kobra foi aos EUA, acompanhado pela sua equipe do Studio Kobra, como o único artista brasileiro convidado para o Sarasota Chalk Festival, maior evento de arte em 3D no mundo, que teve a curadoria de Kurt Wenner. Os trabalhos do festival foram realizados de 1 a 6 de novembro e o dia 7 foi exclusivo para a visitação do público, que lotou as ruas da cidade norte-americana. Várias urnas foram espalhadas por Sarasota para que o público votasse nos 20 melhores trabalhos, entre os 200 participantes. A Biblioteca em 3D de Eduardo Kobra esteve entre os 20 trabalhos eleitos e premiados. Após o festival, os brasileiros participaram da Garage Art (a pintura de um estacionamento), ao lado de outros quatro artistas – cada um responsável por um andar, em Sarasota, e, ainda na cidade, pintaram a lateral de um prédio na avenida Pinapple, também em Sarasota, retratando uma cena da década de 40.

Após Sarasota, Kobra viajou a Miami para participar do Art Basel, evento de arte que acontece em “toda” Miami, com cerca de 100 artistas norte-americanos e de diversos países pintando os muros da cidade. O Studio Kobra pintou um quarteirão inteiro em Wynwood, com imagens antigas, mas em linguagem contemporânea e colorida. No início de 2012, após as festas de final de ano no Brasil, Kobra voltou aos EUA para participar da Art Palm Beach, também com um mural que mostrava imagens antigas com linguagem contemporânea. Ainda no EUA fez em Los Angeles o já citado neste release mural com oito metros de altura por 14 de comprimento, com uma releitura das esculturas de quatro presidentes dos EUA. Em novembro de 2012 Kobra voltou ao Sarasota Chalk Festival e fez a obra “O Circo”, em 3D.

 

 

 

 

 

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