As chances de desenvolver nódulos aumentam à medida que se envelhece. Por isso, são importantes visitas ao médico à cada semestre ou, no máximo, doze meses.

 

Segundo estudos, os homens são mais propensos aos câncer de tireoide.

Estudos apontam que o câncer de tireoide é encontrado em cerca de 8% dos nódulos nos homens e em 4% dos nódulos em mulheres.  Os nódulos da tireoide podem ter causas diversas por alterações estruturais da própria glândula ou por surgimento de tumores que podem ser benignos (em 90% dos casos) ou malignos.

A causa da maioria dos nódulos benignos não é conhecida. Alguns estudos apontam que o consumo de iodo em excesso leva ao aparecimento de nódulos. Também a gravidez aumenta as chances do surgimento.

“Nódulos na tireoide são agrupamentos de células na glândula tireoide, isto é, uma massa de tecido tireoidiano que cresceu e que pode se transformar em cistos cheios de líquido ou nódulos sólidos – compostos por células da glândula tireoide”, explica Jorge Kim, especialista em Cirurgia de Cabeça e Pescoço e em Doenças da Tireoide e Paratireoide da Alira Medicina Clínica*. As chances de desenvolver nódulos aumentam à medida que se envelhece. “Embora os sintomas não sejam comuns, um nódulo grande pode causar rouquidão ou atrapalhar a engolir ou respirar”, complementa.

O doutor destaca que é importante visitar o médico a cada seis meses ou, no máximo, ano, para monitoramento. “Este acompanhamento envolve exame físico e ultrassonografia. Caso neste período seja detectado o aumento do nódulo ou houver algum achado suspeito tanto no exame físico quanto na ultrassonografia, o médico deve avaliar se há necessidade de investigação com biópsia, que é realizada através de punção com uma agulha fina. Em alguns casos, é orientado, inclusive, a remoção cirúrgica”, diz o especialista.

O tratamento depende do tipo de nódulo da tireoide. “A recomendação é de remoção cirúrgica da tireoide para nódulos cancerígenos ou suspeitos. Após a cirurgia, uma terapia com iodo radioativo pode ser usada para destruir quaisquer células tireoideanas remanescentes, em caso de diagnóstico de alguns tipos de cânceres. A remoção também é indicada para outros tipos de nódulos, mesmo quando eles não são cancerígenos. Geralmente quando são grandes, comprimem estruturas ao redor dela e causam problemas para engolir ou respirar”, diz.

Kim destaca que todos os nódulos da tireoide devem ser avaliados para se afastar a possibilidade de serem câncer de tireoide. Destaca ainda a importância de se fazer o acompanhamento adequado de acordo com cada caso.

*Dr. Jorge Kim tem ainda o título de Especialista pela Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP) e é membro da equipe da Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP HC-FMUSP).

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