Cresce à cada ano o número de grávidas após os 35 anos de idade.

 

Após os 35 anos, qualquer gestação torna-se mais difícil e arriscada, mas isso não quer dizer que seja impossível. É sabido que a fertilidade da mulher diminui, já que a qualidade de óvulos tende a diminuir. Mas a gravidez tardia tem se tornado cada vez mais comum. É o caso da atriz Carolina Ferraz, de 46 anos, que anunciou há pouco tempo que está à espera do seu segundo filho.

Para esses casos, o ginecologista e obstetra Dr. Domingos Mantelli, pós-graduado em ultrassonografia Ginecológica e Obstétrica e pós-graduado em perícias médicas,explica que o acompanhamento médico, desde a concepção do feto, é extremamente importante e deve ser mais intenso e constante. ”As futuras mamães devem realizar avaliações para detectar problemas na tireoide e também, ficar atentas à pressão arterial. E durante a gestação, dar atenção dobrada ao ecocardiograma fetal e ao ultrassom morfológico, que detecta doenças genéticas”, explica. “Além disso – acrescenta – se as mulheres investirem na boa alimentação, manter os cuidados com sua saúde para evitar problemas como diabetes, hipertensão, alterações cardiovasculares e, ainda, realizarem os devidos procedimentos pré-natais, as perspectivas de uma gestação sem riscos são as mesmas de uma gestante mais jovem”.

De acordo com especialistas, a expectativa é que aumenta cada vez mais o número de mulheres maduras grávidas.  Segundo pesquisas, no primeiro casamento, o homem costuma ser mais velho três anos que a parceira. Já no segundo, a diferença de idade é de nove anos, em média“. Uma das molas propulsoras do segundo casamento é a segunda mulher não ter filho e querer um;

De acordo com a matéria “Prazeres e desafios de ser pai após os 40”, publicada pela “Veja SP”, mesmo entre os homens que já são pais, uma boa porcentagem recorre à ajuda dos médicos para ter um novo filho no segundo casamento. Em primeiro lugar porque o homem começa a ter uma perda do vigor sexual mais acentuada a partir dos 45 anos. Além disso, muitos, cada vez mais, fazem vasectomia.  Segundo dados da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida, cerca de 20% dos homens que buscaram tratamento para ter filhos estão no segundo casamento, têm mais de 50 anos e já foram submetidos à vasectomia. Para voltar a ter filhos, há duas técnicas mais utilizadas: reverter a cirurgia ou extrair os espermatozoides do corpo em um processo chamado de punção aspirativa percutânea do epidídimo. Em 2009, 65% dos pacientes que fizeram esse procedimento no Grupo Alfa – responsável por cerca de 10% dos tratamentos de fertilização no País – tinham mais de 40 anos. Um ano depois, em 2010, o índice saltou para 81%.

É também cada vez maior o número de casais “coroas” querendo adotar um filho. Segundo dados do Cadastro Nacional de Adoção, 47% dos pretendentes a adotar uma criança ou adolescente no Brasil têm entre 41 e 50 anos.

 

 

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