Por Airton Gontow

 

Se você é desses leitores que acham que o jornalista deve ser imparcial, por favor, não leia esta matéria. Dizem os gaúchos que “Deus fez o mundo em apenas seis dias, porque precisava do resto do ano para caprichar no Rio Grande”. É exatamente por isso que, desde agora, deixo aqui o aviso: esta matéria é escrita por um jornalista gaúcho e porto-alegrense.

Cidade de 1,5 milhões de habitantes e banhada pelo lago Guaíba, Porto Alegre está na região formada por extensas planícies que dominam a paisagem do Sul do Brasil e de parte da Argentina e Uruguai.  A bela “Capital Mundial dos Gaúchos”, que completou 241 anos no dia 26 de março, deveria constar no famoso guia “1000 lugares para conhecer antes de morrer”. Na capa!

Surgida a partir da chegada de casais açorianos em meados do século XVIII – mais precisamente em 1752 -, “Poa” é hoje uma das cidades mais belas e  arborizadas do continente. Há cerca de 1,5 milhões de árvores. Uma para cada habitante da cidade!

Porto Alegre é uma das capitais mais arborizadas do continente – crédito: Airton Gontow

O município possui cerca de 80 prêmios e títulos que a destacam como umas das melhores capitais do País para se morar, divertir, estudar, trabalhar e fazer negócios. Diversas vezes foi considerada pela ONU como a Metrópole nº1 no Brasil em qualidade de vida. Tem o melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) entre as grandes cidades brasileiras.

Porto Alegre é  uma visita obrigatória para quem viaja para o Rio Grande do Sul, mesmo quando o objetivo é conhecer as charmosas cidades de Canela e Gramado ou a fascinante região dos vinhos, com destaque para o Vale dos Vinhedos  – na Serra Gaúcha.

Preparamos um rápido roteiro, de apenas um final de semana, para que você, leitor, curta em dois dias os encantos desta fascinante cidade. Afinal, nada mais fácil do que ser Feliz em Porto Alegre!

 

1º. dia – sábado

a - Acorde cedinho e vá para o Parque Moinhos de Vento, o Parcão. É uma espécie de pulmão verde do bairro mais chique da cidade. A área de 11,5 hectares é cortada pela av. Goethe, o que dá ao local dois ambientes distintos, mas ambos muito frequentados – especialmente nas primeiras horas da manhã e ao final da tarde, para pedaladas, caminhadas e corridas.

Tradição viva: gaúcha toma chimarrão no parque

O belo parque é uma atração por sua natureza, mas também pelo cenário humano. Tome cuidado para não pensar que errou o destino e que está na Fashion Week, tamanha a quantidade de beldades, masculinas e femininas. Muitos gaúchos, mesmo os mais modernos, fazem rodas de chimarrão nos gramados ou caminham “acompanhados” de suas cuias e bombas.  A erva amarga é uma tradição viva, cultivada e cultuada no dia-a-dia do povo da cidade.

b –Há muitos e saborosos cafés, padarias e confeitarias na cidade, como o Café do Porto (charmoso, inspirado nos cafés de Buenos Aires, atrai apaixonados por café, petiscos, sanduíches e até vinho, com sua adega escavada em uma parede da cafeteria), a Barbarella Bakery (acolhedora padaria inspirada nas culinárias francesa e norte-americana – para muitos com o melhor pão da cidade) e  o Press Café (cafés e sanduíches excelentes, assim como o atendimento). Várias outras opções podem ser descobertas durante as caminhadas. É só olhar, gostar e escolher.

Muitos lugares para serem descobertos durante as caminhadas

Não estranhe se alguém oferecer um “cacetinho”, logo às primeiras horas da manhã. É o nome do pãozinho consumido pela maioria dos gaúchos. Aliás, durante a viagem você descobrirá (tu descobrirás!) várias especificidades do português falado em “Porto”. Quando perguntar o preço de algum produto, provavelmente ouvirá algo do gênero: “custa dezoito com vinte”, o que significa R$ 18,20. Na capital gaúcha, farol ou semáforo é sinaleira; brigadeiro (o doce) é negrinho; lanchonete é lancheria, funileiro é chapeador (e quem faz calhas é o funileiro…), guarda-roupas é roupeiro, marmita é vianda, “eu me machuquei” se diz “eu me pisei”, congestionamento é tranqueira, compra do mês é rancho, pipa é pandorga, policial militar é brigadiano, radar eletrônico é pardal, vitamina de frutas é batida, batida de carro é pechada, misto quente é torrada, cheese salada é bauru (feito com bife), “vou cobrir-me porque estou com frio” se diz vou “tapar-me porque estou com frio”, trancar a porta é chavear a porta, muito legal é tri-legal e até mesmo no futebol há uma diferença. Sabe onde é que o goleiro fica na hora do jogo? Ora, em frente à goleira, para evitar o gol!

c – Faça o City Tour, promovido pela Secretaria Municipal de Turismo, em ônibus de dois andares.  A Linha Turismo tem dois passeios. O Tour Zona Sul percorre a orla do Guaíba até as surpreendentes praias de água doce, com seus barzinhos despojados. No Tour Tradicional, o turista descobre os encantos das áreas mais centrais da cidade, em especial do Centro Histórico e parte da Orla do Guaíba.

Praia do Guaíba, na Zona Sul

Impressiona o verde de diversas regiões. Em muitas ruas, é praticamente impossível ver o sol, porque as copas das árvores se encontram, formando túneis. Os passeios custam R$ 18,00 durante a semana e R$ 20,00 aos finais de semana e feriados.  Os passeios custam R$ 18,00 durante a semana e R$ 20,00 aos finais de semana e feriados.

 

Praça da Matriz, no Centro Histórico
Crédito: Airton Gontow

d – Reserve muitas horas para fazer um amplo passeio no Centro Histórico, onde a Porto Alegre nasceu há 241 anos. Há museus, galerias, praças, prédios belíssimos, restaurantes, cafés e barzinhos. Inicie a visita pela Praça da Matriz, que é o centro cívico, administrativo, religioso e cultural do estado. Lá estão o Palácio Piratini, sede do governo; a Catedral Metropolitana, o Museu Júlio de Castilhos, o Solar dos Câmara e o Theatro São Pedro. Depois, desça até outra região do Centro Histórico e visite o Mercado Público, o restaurado Chalé da Praça XV e o Paço Municipal.

Catedral Metropolitana – crédito: Airton Gontow

e – Faça uma pausa para o almoço.  O neoclássico prédio do Mercado Público, construído em 1869 e reconstruído após o grande incêndio de 1939, tem um incrível movimento diário de cerca de 100 mil pessoas, atraídas por seus sabores e aromas, com suas bancas de frutas e especiarias, além de botecos, bares e restaurantes, alguns deles centenários, como o restaurante Gambrinus (123 anos) e o bar Naval (105 anos), nas lojas 91 e 93. O Gambrinus é um patrimônio histórico e cultural porto-alegrense. Na decoração, há lustres e peças  originais do começo do século 20, assim como fotos das diferentes fases do Mercado Público. Há muitas e boas opções de pratos, mas o campeão de sugestão dos garçons é a Tainha recheada com camarão (R$ 68,00). Também vale a pena pedir a Salada de bacalhau desfiado com batatas, pimentão e cebolas  (R$ 25,00). Os pratos são individuais e as sugestões acima compõem um ótimo almoço ou jantar para duas pessoas. No bar Naval, boa dica, mesmo com o nome esquisito, é o “Violento Mocotó” (cerca de R$ 25,00, para duas pessoas). Há também cachaçarias, artesanato regional e produtos religiosos. Chama a atenção de qualquer visitante que há sempre muita gente com as camisas do Grêmio e do Internacional. Talvez em nenhuma outra cidade a população vista, literalmente, tanto a camisa de seu clube do coração. Destaque também para a tradicional Banca 40, com sua famosa Salada de Frutas com Nata ou Sorvete (R$ 7,90) e para a Bomba Royal (R$ 7,90, com Nata e Sorvete). O nome, nata, muitas vezes intimida, mas não deixe de provar a “iguaria”. Batida com açúcar, é famosa por não “desandar”.Há diversas outras boas opções no Centro, como o já citado Chalé da Praça XV (com mais de cem anos de história e recentemente restaurado, fica em frente ao Mercado Público e é ladeado por terminais de ônibus e muito comércio. A partir das 18h, tem apresentações musicais, no tom certo, com voz e violão) e o Atelier de Massas (considerado o melhor ou ao menos um dos melhores restaurantes italianos de Porto Alegre. Fica em uma das muitas ruelas do centro da cidade, a Riachuelo. Impressiona o turista com suas telas espalhadas por toda a casa, produzidas por cerca de 150 artistas. Destaque, é claro, para as massas, e também para a mesa de antepastos, com mais de 100 variedades de iguarias. Mesmo com a gastronomia italiana, a trilha sonora traz o jazz, de qualidade, em som ambiente)

Centro Histórico, região da Praça da Alfândega – crédito: Airton Gontow

f – Após o almoço continue pelo Centro Histórico, Caminhe na famosa rua da Praia (rua dos Andradas), conheça a Praça da Alfândega,  o Memorial do Rio Grande do Sul (centro histórico, instalado no antigo prédio dos correios e telégrafos,  que abriga a memória rio-grandense. Uma linha do tempo com 36 painéis ilustrados e 14 colunas com biografias de personalidades gaúchas fornecem informações preciosas para os visitantes), o Santander Cultural (que integra e divulga a diversidade das linguagens e conteúdos artístico-culturais, atuando nos campos das artes visuais, cinema, música e reflexão, através de festivais, cursos, show, mostras e exposições, entre outros) e o Museu de Arte do Rio Grande do Sul – Margs (com acervo de três mil peças, compostas principalmente pela arte gaúcha do séculoss 20, além de peças da arte brasileira e internacional). Construído pelo Banco Nacional do Comércio entre 1927 e 1932, com a participação do engenheiro civil Hipólito Fabre, do escultor Fernando Corona e do arquiteto polonês Stephan Sobczack, o prédio do Santander Cutural combina elementos dos períodos neoclássico, art nouveau e barroco-rococó. No Santander Cultural, uma surpresa está guardada dentro de um cofre: o encantador Café do Cofre! Além disso, também há no Santander o Moeda Bar e Restaurante e a Loja Koralle Santanter Cultural, especializada em materiais artísticos, livros, objetos de design e papelaria.

g – Encerre o passeio do dia na Casa de Cultura Maria Quintana, antigo hotel onde viveu o poeta gaúcho. O local conta com cinema, teatro, biblioteca, discoteca e muitos espaços voltados para música, artes visuais, dança e literatura, além de receber oficinas e eventos ligados à literatura. É no concorrido Café Santo de Casa, no 7º. andar do prédio, que as pessoas aguardam pelo famoso pôr-do-sol do Guaíba, “o mais bonito do Brasil”.

pôr-do-sol do Guaíba – crédito: divulgação/Secretaria de Turismo

As delícias do local levam nomes de santos e entidades de várias religiões. Muitos pedem de entrada ou petisco a Multiplicação dos Pães (R$ 20,00 – para três pessoas), que vem com uma cestinha de pães e seis cumbuquinhas com molhos e cremes como de cebola caramelizada com laranja. Muitos porto-alegrenses gostam de curtir o momento no calçadão ou descolados barzinhos de Ipanema, diante do  Guaíba, na Zona Sul da cidade.

h – À noite, uma boa pedida é assistir a algum espetáculo no belo Theatro São Pedro, prédio em estilo neoclássico, concluído em 1858.  Após o teatro, não deixe de visitar a agitada noite da cidade. Há basicamente duas regiões bem distintas. A Cidade Baixa, bairro antigo, especialmente as ruas República, Lima e Silva, José do Patrocínio e João Alfredo, com casinhas de arquitetura açoriana, é um ponto boêmio e cult, com  alguns ambientes undergrounds e público eclético e “alternativo”, espécie de mixentre os paulistanos bairros da Vila Madalena e Bixiga.

Boteco Natalício: ótimas porções e ambiente despojado – crédito: Divulgação

Algumas sugestões: Boteco Natalício (com ótimo chope e porções saborosas, como a Dadinho de carne-de-sol com queijo coalho, por R$ 32,90, e as frases engraçadas fixadas nas paredes e portas do bar), o Ossip  (variedade de cervejas, vinhos servidos em copos de cristal, muita gente bonita, do lado de dentro e também na calçada; e paredes decoradas com fotos, capas de revistas, quadros, discos, desenhos e capas de revistas de ícones da música, como The Beatles Bob Marley e Elvis Presley) e o Matita Perê (“cara de boteco, alma de restaurante”, aconchegante, com criativa decoração – repare nas luminárias feitas com raladores – e alguns destaques gastronômicos, como a Couve da Matita – bolinho de feijoada, recheado com filé de porco, envolto por couve e acompanhado por molho de laranja – R$ 14,00); o Filé Mignon com cerveja escura, molho espanhol e bacon crocante – R$ 56,00, para duas pessoas e o Entrecot com crosta de castanhas, queijo parmesão, ervas e tomates cereja tostados – R$ 48,00 para duas pessoas – todos acompanhados por duas guarnições). Entre as bebidas, uma das mais pedidas é a Flor de maracujá (cachaça artesanal envelhecida, orgânica, com maracujá e baunilha – R$ 12,00).

Couve da Matita – crédito: Divulgação

 

Já a “Calçada da Fama”, formada pelas ruas Padre Chagas, Hilário Ribeiro, Luciana de Abreu e Dinarte Ribeiro, no Moinhos de Vento, tem cafés, pubs de estilo europeu e botecos e restaurantes refinados e muita gente elegante, que quer ver e ser vista ou, claro, simplesmente curtir as múltiplas possibilidades da noite de Porto Alegre. De certa forma, equivale à região de Itaim/Moema de São Paulo. Algumas das casas boas para happy hour e night já foram citadas há pouco no café da manhã, já que a região é muitos lugares conseguem ter qualidade e atrativos durante todo o dia, na   a única região realmente 24 horas da capital gaúcha. Há outros ótimos lugares, como o Z Café (frequentado por tribos variadas, de diversas faixas etárias – em busca desde um bom café a doses de espumante, passando pela variedade e qualidade de petiscos, pratos e sobremesas) e a Nossa Senhora do Ó, também mix de bar e restaurante, com carta de cervejas nacionais e importadas, com mais de 100 rótulos, com a artesanal cerveja gaúcha Abadessa Helles (R$ 21,00, de um litro) e muitas opções de petiscos (como as coxinhas de frango com catupiry, dez unidades por R$, 24,00), sanduíches (como o Hambúrguer com três Queijos: provolone, mussarela e gorgonzola, por R$ 19,00) e pratos (como o filé com molho de nata, a R$ 30,00) – para muitos a melhor cozinha entre os bares de Porto Alegre.

2º. dia – domingo

Passeio pelo brique

a – O Brique é um dos pontos mais tradicionais e visitados de “Porto”. Das 9h às 17h, acontece uma grande feira, repleta de artesanatos feitos das mais variadas matérias-primas; obras de arte, como telas, escultura e caricaturas; antiguidades, gente fazendo inusitados shows e muitos quitutes de variadas culinárias. Ao total, são 300 tendas de expositores, ao longo da bela e arborizada José Bonifácio. O brique é freqüentado por um público de enorme diversidade: há porto-alegrenses e turistas, casais namorando, grupos de amigos e amigas, militantes de partidos políticos e famílias inteiras. Novamente surpreende o turista a enorme quantidade de gaúchos caminhando com o chimarrão (bolsa com garrafa térmica, cuia, bomba e erva),  assim como pessoas passeando com a dos grandes times do futebol gaúcho, os campeões mundiais Grêmio e Inter.

Muitas camisas de Inter e Grêmio são sempre vistas em Porto Alegre – crédito: Airton Gontow

 

Cena do Brique

Na av. José Bonifácio, dê uma parada na confeitaria “Maomé – Doces Bárbaros” e prove o tradicional doce Mil Folhas, ao estilo gaúcho. Não é o melhor da cidade, mas é muito bom e “harmoniza” bem com uma pausa durante a manhã do domingo.

Redenção (parque Farroupilha) – crédito: Divulgação – Secretaria de Turismo

Antes, durante ou depois de passear pelo Brique, descubra os encantos do Parque Farroupilha, mais conhecido como Redenção, fundado em 1935. Aos finais de semana, cerca de 80 mil pessoas percorrem a área de 37 hectares do parque, onde há um grande lago, jardins temáticos, bares, fontes, parque de diversão, quadras (canchas, para os gaúchos) de futebol e 45 monumentos.

b – O Museu de Ciência e Tecnologia da PUC tem mais de 700 experimentos científicos e tecnológicos, ao longo de seus três andares de pura interatividade. Com seus mais de 15 mil m2., é uma espécie de parque temático, estimulando os sentidos e a curiosidade científica, possibilitando uma verdadeira viagem pelo universo de diversas áreas do conhecimento. É um passeio para todas as idades, mas se torna uma visita “obrigatória” para quem viaja com os filhos pequenos ou adolescentes.

c– Para o almoço de domingo, existem os CTGs (Centro de Tradições Gaúchas). Entre os mais conhecidos, estão o Galpão Crioulo (de segunda à sexta por R$ 44,90, no jantar; e sábados, domingos e feriados no almoço e no jantar por R$ 54,90 – todos música e show inclusos e o CTG 35 – Churrascaria Roda e Carreta, com rodízio de carne e de comida campeira e shows de danças típicas gaúchas (R$ 35, todas as noites e também no almoço de domingo). Muito famoso na cidade é o tradicional Barranco – sem show e sem rodízio – um aprazível restaurante que em abril completa 44 anos, repleto de árvores, em uma das mais movimentadas ruas da cidade, a Protásio Alves. Há garçons que passam com carrinhos com salada (não deixe de provar os cogumelos frescos), à vontade (R$ 13,00), pelas mesas. Entre as carnes, peça um lombo com queijo ralado (600gr, R$ 44,00), e a picanha Angus (800gr, R$ 48,00) ou Tradicional (600gr, R$ 42,00). É importante sentar do lado de fora, sob as árvores, onde o contraste entre a avenida agitada e o clima bucólico torna o ambiente inesquecível.

Tradicional, aprazível e delicioso Barranco – crédito: Airton Gontow,

Considerada o melhor rodízio, mas sem show típico, a Na Brasa é ótima opção. Em suas duas unidades, o ambiente é parecido com o das grandes churrascarias, gaúchas, de São Paulo, como Fogo de Chão, Vento Haragano e Jardineira Grill, mas tem o preço é bem menor. Para os apreciadores da excelência, a Fazenda Barbanegra é considerada a melhor carne da “Capital Mundial do Churrasco”. Há desde delícias como o Assado de Tira (R$ 32,50)  ao, para quem não faz questão de seguir à risca a tradição, o Cerro da Barbanegra (Entrecot grelhado, com molho de parmesão e gorgonzola – R$ 53,70, com cerca de 350gr).

Entrecot da Fazenda Barbanegra – crédito: Divulgação

Cisne Branco – crédito: Divulgação

d – Vá até o Portão Central do Cais do Porto (região que um dia será, garantem as autoridades, revitalizada e transformada em uma espécie de Porto Madero, “mas muito melhor”, claro, com galpões, bares, restaurantes, teatros e eventos culturais) e pegue um barco para passear, por pouco mais de uma hora, pelo Guaíba e pelos canais do Delta do Jacuí, passando por muitas ilhas. No Cisne Branco, há diferentes horários e opções, como   “Navegando pelo Guaíba”, “As Luzes da Cidade” e a “Boate com Navegação”. A cidade tem no lago Guaíba, com seus 72 quilômetros de orla,  sua mais forte expressão geográfica..

Gasômetro – crédito: Airton Gontow

e  -Ao voltar do passeio de barco vá até o Museu Iberê Camargo, onde há um importante acervo do artista gaúcho, além de outras exposições. Se for tarde, siga direto para a região da Usina do Gasômetro. Muitas vezes há instigantes exposições no local.  Saia meia hora antes do pôr-do-sol e escolha um local, no calçadão ou junto às margens do Guaíba, para assistir ao espetáculo.

Pôr-do-sol junto às margens do Guaíba – crédito: Airton Gontow

Se der tempo – e se ainda não tiver feito este programa – faça um passeio de barco, já que também da área do Gasômetro saem barcos para o Guaíba. Será um final inesquecível para sua visita a Porto Alegre.

 

Todas essas dicas foram dadas para convencer você, caro leitor ou leitora,  de que vale muito a pena conhecer a linda capital do Rio Grande do Sul. Cidade que, brincadeiras e exageros à parte, tem seus defeitos e imperfeições, mas que realmente deve ser visitada e que merecia ser capa de guias, como tantas outras lindas cidades deste nosso imenso e belo Brasil.

Se o leitor ou leitora irá, não posso saber. Mas o fato é que este jornalista, que vive há tanto tempo em São Paulo, ficou durante a produção da matéria, morrendo de saudades e, até, de melancolia, pela distância da Querência Amada. Por isso, mesmo que ainda haja tanto para contar, paro o texto por aqui. Como diz a famosa música de Kleiton & Kledir, “deu pra ti, baixo astral, vou pra Porto Alegre. Tchau…”

Pôr-do-Sol no Guaíba

Entardecer na região do Gasômetro – crédito: divulgação

 

PASSEIOS

Brique – av. José Bonifácio s/n, junto à Redenção (Parque Farroupinha) – www.briquedaredencao.com.br

Cisne Branco – av. Mauá 1050 (Portão Central do Porto) – Centro – tels: 51-3224-5222 – www.barcocisnebranco.com.br

Linha Turismo – Travessa do Carmo, 84 – Cidade Baixa – Reservas e informações pelos telefones 51-3289-6744 e 32896545 ou pelo email reservas@turismo.prfpoa.com.brwww.prefpoa.travel

Mercado Público – Largo Glênio Peres s/n – Centro Histórico – tel: 51-3289-1756

Parcão (Parque Moinhos de Vento) – rua Comendador Caminha  s/n – Moinhos de Vento – tel: 51-3332-1021

Redenção (Parque Farroupilha) – av. João Pessoa, s/n – Bom Fim – tel: 51-3286-4458

 

MUSEUS, FUNDAÇÕES E TEATROS

 Casa de Cultura Mario Quintana – rua dos Andradas, 736 – Centro Histórico – tel: 51-3221-7147 – http://www.ccmq.com.br/

Fundação Iberê Camargo – av. Padre Cacique – Praia de Belas – tel: 51-3247-8000 – www.iberecamargo.org.br.

Memorial do Rio Grande do Sul – rua 7 de Setembro 1020 – Centro Histórico – tel: 51- 32258490

Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs) – Praça da Alfândega s/n – tel: 51-32272311 – www.margs.rs.gov.br

Santander Cultural – rua Sete de Setembro, 1028 – tel: 51-3287-5500 – www.santandercultura.com.br

Theatro São Pedro –  Praça Marechal Deodoro s/n – Centro Histórico – tels: 51- 3227-5100/5300/5542 – www.teatrosaopedro.com.br

Usina do Gasômetro – av. Presidente João Goulart, 551  – Centro – tel: 51-32271387

 

CIDADE BAIXA

Boteco Matita Perê (cara de boteco, alma de restaurante) – rua João Alfredo, 626 – Cidade Baixa – tel: 51-3372-4749 – www.botecomatitapere.com.br

Boteco Natalício – rua Coronel Genuíno, 217 – na fronteira da Cidade Baixa com o Centro Histórico – tel: 51-30265539

Ossip – rua da República, 677 – Cidade Baixa – tel: 51-3224-2422

 

CALÇADA DA FAMA 

Barbarella Bakery – rua Dinarte Ribeiro 56 – Moinhos de Vento – tel: 51-3268-9720

Café do Porto – rua Padre Chagas, 293 (e vários outros endereços) – Moinhos de Vento – tel: 51-3346-8385 – www.cafedoporto.com.br

Nossa Senhora do Ó – Rua Dinarte Ribeiro, 17 – Moinhos de Vento tel: 51-3346-2319

Press Café –  rua Hilário  Ribeiro, 281 – Moinhos de Vento  – tel: 51-3222-7718 – www.presscafe.com.br

Z Café – rua Padre Chagas, 314 – Moinhos de Vento – tel: 51-3029-6088 – www.zcafe.com.br

 

CENTRO HISTÓRICO

 Atelier de Massas – rua Riachuelo – 1482 – Centro Histórico – tels: 51-3225-1125/3221-7432

Chalé da Praça XV –  Praça Quinze de Novembro s/n – Centro Histórico – tel: 51-3225-2667 – www.chaledapracaxv.com.br

Gambrinus – Largo Glênio Peres, s/n –Lojas 85/87/89  – tel: 51-3226-6914 – Mercado Público – Centro Histórico – www.gambrinus.com.br

 Naval – Largo Glênio Peres, s/n –Lojas 91-93 – tel: 51-3226-3423 – Mercado Público – Centro Histórico – www.gambrinus.com.br

 

A CARNE É FORTE!

Barranco – av. Protásio Alves, 1578 – Petrópolis – tel: 51-3331-6172 – www.barrancochurrascaria.com.br

CTG 35 – av. Ipiranga, 5300 – Jardim Botânico – tel: 51- 3336-0817 –  www.churrrascariarodadecarreta.com.br

Galpão Crioulo – Parque Maurício Sirotsky Sobrinho (Estância Harmonia) – tel: 51-3226-8194 – www.churrascariagalpaocrioulo.com.br

Na Brasa – rua Ramiro Barcelos, 389 – Floresta – tels: 51-3225-2205/32270579 (matriz) e av. Nilo Peçanha, 2131 – Boa Vista – tels: 51-3333-1413/3029-4239 – www.churrascarianabrasa.com.br

Fazenda Barbanegra – rua Ten. Cel Fabrício Pilar, 791 – Mont’Serrat – tel: 51-3333-0492 – www.fazendabarbanegra.com.br

 

N.R – É sempre recomendável conferir os preços e horários antes dos passeios turísticos, já que podem ser modificados

 

OUTRAS UGESTÓES PARA QUEM QUER COMER BEM EM PORTO ALEGRE

Culinária alemã – Steinhaus – rua Coronel Paulino Teixeira, 415 – Rio Branco – tel: 51-33308661

Culinária Brasileira – Água Doce Cachaçaria – av. Carlos Gomes, 1581 – Petrópolis – tel: 51-3338-8621

Culinária Brasileira, com destaque para a regional (gaúcha) – av. Diário de Notícias, 300 – loja 2085 (nível Guaíba) – Cristal – tel: 051-3247-3000 – www.grupopress.com.br

Culinária Francesa – Lê Bateau Ivre – rua Tito Lívio Zambecari, 805 – Mont’Serrat – tel: 51-3330-7351 – www.restaurantebateauivre.com.br

Culinária Oriental – Koh Pee Pee (tailandês) – rua Schiller, 83 – Rio Branco – tel: 51-3333-5150 – www.kohpeepee.com.br

Culinária Oriental -  Sakura Kaiten  (japonês) – av. Túlio de Rose, 80 – Passo D’Areia – tel_ 3023-3656

Comida Variada/Contemporânea – Hashi Art Cuisine – rua Des. Augusto Loureiro Lima, 151 – Bela Vista – 51-3328-005 – www.hashi.com.br

Cozinha de peixes e frutos do mar – Pampulhinha –   av. Benjamin Constant, 1791 – São Geraldo – Tel: 51-3342-5475 – www.pampulinha.com.br

Cozinha de peixes e frutos do mar – Marco ’s – av. Cristóvão Colombo, 545 – Shopping Total – Floresta – tel: 51-3018-7474 – www.restaurantemarcos.com.br

Galeteria – Galeteria Vêneto – Rua Dom Pedro II – 1148 – Higienópolis – 51-3337-2173 – www.galetariaveneto.com.br

Pizzaria – Bazkaria rua Comendador Caminha, 324 – Moinhos de Vento – tels: 51-3061-6262 – www.bazkaria.com.br

Pizzaria – Sálvia Pizza av. Wenceslau Escobar, 1973 – lojas 5 e  6  – Shopping Granville – Tristeza – tel: 51-3268-9999; e rua Comendador  Caminha, 338 – Moinhos de Vento – tel: 51-3268-0000 – www.salviapizza.com.br

Doceria –  Diego Andino Pâtisserie –  rua Artur Rocha, 795 – Mont’Serrat – tels: 51-3264-4198 e 3085-0222 – www.diegoandino.com.br

 

É UM BARATO!

Tudo pelo Social – rua João Alfredo, 448 – Cidade Baixa – tels: 51-32264405

Só Comes Bar – rua Gabriel Lima e Silva, 417 – Cidade Baixa – tels: 51-3224-3254 

 

MAIS ALGUNS TOQUES!

Para Happy Hour – Odessa de Isaac Babel rua João Telles, 542 – no histórico e multicultural bairro do Bom Fim –  tel: 51-3346-6292

Para paquerar  –  72  New York (Pub) – av. Nova York, 72 – Auxiliadora – tels: 51-3012-0172 e 3343-6628 –  www.72newyork.com.br

Para ouvir boa música – Bar Odeon rua General Andrade Neves, 81 – Centro Histórico – tel: 51-3224-5752

Para ouvir boa música – Bar Opinião –  rua José do Patrocínio, 834 – Cidade Baixa – tel: 51-3211-5668 –  www.opiniao.com.br

Para dançar –  Ocidente – rua Osvaldo Aranha, 960 – Bom Fim – tel: 51-3312-1347 – www.ocidente.com.br

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