O artista terminou no dia 18 de setembro o mural “Olhar a Paz”, de 400m2, que mostra três ganhadores do Nobel da Paz, Madre Teresa de Calcutá, Nelson Mandela e Martin Luther King, no “La Gays Lesbian Center”, na Highland Ave, em Los Angeles. Dentro de alguns dias, o famoso artista urbano Mr. Brainwash fará uma intervenção no mural, pintando uma frase. Mr. Brainwash colabora com cerca de 100 mil dólares anuais para manter o espaço e o Centro. A participação de Mr. Brainwash marca o início da uma fase importantíssima na trajetória de Eduardo Kobra. Depois da aliança entre Mr. Brainwash e Banksy, surge a parceria  Mr. Brainwash e Kobra. Está definido que os dois terão em um mês um atelier juntos em Los Angeles, para onde Kobra retorna em duas ou três semanas.

 

Olhar a Paz: novo trabalho de Eduardo Kobra

O conhecido muralista e artista plástico brasileiro Eduardo Kobra precisou adiar em um dia a sua volta ao Brasil.  Depois de anunciar que  entregaria no dia 17 de setembro o mural “Olhar a Paz”, de 400m2D no “La Gays Lesbian Center”, situado na Highland Ave, em Hollywood, Los Angeles, ele ficou insatisfeito com alguns detalhes do trabalho e passou mais um dia “retocando e refinando” a obra. No mural, Kobra mostra três ganhadores do Nobel da Paz: Madre Teresa de Calcutá, Nelson Mandela e Martin Luther King.

“O problema estava no cabelo de Mandela, que não estava legal”, conta Kobra, que chegou dia 19, pela manhã no Brasil.  Dentro de alguns dias, conhecido artista urbano Mr. Brainwash fará uma intervenção, pintando uma frase na obra. Mr. Brainwash colabora com cerca de 100 mil dólares por ano para a manutenção do espaço e do Centro.

“Pintei três prêmios Nobel da Paz em um local onde os famosos, as referências, são os artistas. Isso porque minhas grandes estrelas são as pessoas que trabalham pela paz e pela harmonia entre os seres humanos”, diz Eduardo Kobra, que acrescenta: “claro que também adoro e admiro o trabalho dos artistas. Eu sou um deles!  Mas, como disse, quem é minha inspiração, quem merece todos os aplausos, é quem, independente da cor, da religião ou do país em que nasceu ou vive, busca a paz mundial”.

Kobra viajou aos EUA quase ao final de agosto a convite de Mr. Brainwash.  No dia 4 de setembro entregou a obra “Einstein”, no muro do atelier  de Brainwash (no mesmo local onde Kobra pintou no ano passado o Monte Rushmore), que inaugurou a série sobre o Prêmio Nobel. Interessante observar que o  trabalho do Mount Rushmore foi totalmente protegido e guardado para ser utilizado em uma exposição, que Kobra garante “ser para breve”.

da esq à direita Mr Brainwash, Eduardo Kobra e Agnaldo Brito, artista do Studio Kobra

O muralista brasileiro explica Einstein: “Todo mundo conhece o cérebro do gênio Einstein, assim como todo mundo já viu aquela imagem famosa do Einstein mostrando a língua. O que procurei mostrar foi o olhar de Einstein, já que é a forma de olhar as coisas, e não apenas a inteligência, que mais diferencia o ser humano”.

Einstein: no muro do Atelier de Mr. Brainwash

Mr. Brainwash é uma celebridade no mundo das artes. Algumas de suas obras chegam a valer US$ 1 milhão. Faz obras em parceria com Banksy, considerado por muitos como o número um em street art no mundo (existe uma controvérsia ou suspeita de que ele mesmo seria o Banksy).

A participação de Mr. Brainwash marca o início da uma fase importantíssima na trajetória de Eduardo Kobra. Depois da aliança entre Mr. Brainwash e Banksy, surge a parceria  Mr. Brainwash e Kobra. “Estou orgulhoso, porque, além de Banksy, Mr. Brainwash nunca se associou a outro artista da street art”, diz Eduardo Kobra, que revela: “Teremos em um mês um atelier juntos. Ele já está procurando um lugar e organizando tudo. E volto para lá em duas semanas para conhecer o local e definir os últimos detalhes. E já estamos planejando várias outras atividades juntos, o que inclui a vinda dele ao Brasil”.

 

Em São Paulo

Pouco antes de viajar Kobra fez, com recursos próprios, ao lado de outros dois artistas do Studio Kobra, um mural colorido, mas com algumas partes em preto e branco, de 3mX18m, no corredor de desembarque do aeroporto de Congonhas. A obra faz a releitura de uma  cena da década de 50, com a fachada do aeroporto, carros estacionados, aviões ao fundo na pista e algumas pessoas.  “O aeroporto era, além de um importante local para as viagens, também uma atração turística, uma espécie de praia para os paulistas que iam ao local para assistir aos poucos de decolagens”, diz o artista. De acordo com Kobra, para a execução do trabalho, ele recebeu do aeroporto dezenas de fotos e ainda leu vários livros sobre aviação. Também pouco antes da viajar para o EUA, Kobra fez um mural em frente à Igreja do Calvário, em Pinheiros.

A obra se insere em um dos grandes pilares do trabalho do artista, que é o projeto “Muro das Memórias”, onde resgata a beleza do  passado e convida à contemplação. “É muito bom saber que milhares de pessoas  – paulistanos e turistas – que chegarem diariamente ao aeroporto serão recebidas com essa linda cena”, afirma Kobra, paulistano, de 37 anos. Além do mural de Kobra, paulistanos e turistas podem encontrar outra obra, magnífica, no aeroporto de Congonhas, situada em um pavilhão, próximo à pista : “Os Trabalhadores”, de Emiliano Di Cavalcanti e Clóvis Graciano.

O projeto “Muros da Memória” busca transformar, através de murais, a paisagem urbana e resgatar a memória da cidade. Os desenhos são a síntese do modo peculiar de Eduardo Kobra criar – através do qual pinta, adere, interfere e sobrepõe cenas e personagens das primeiras décadas do século XX.  Essas obras são uma junção de nostalgia e modernidade, por meio de pinturas cenográficas, algumas monumentais. Através delas cria portais para saudosos momentos da cidade. O mais conhecido dos seus murais, de 1000 m2,  foi realizado em 2009 na avenida 23 de Maio, em comemoração ao aniversário de  São Paulo.  “A ideia é estabelecer uma comparação entre o ar romântico e o clima de nostalgia, com a constante agitação  de hoje”, afirma o artista.

Outro projeto muito conhecido de Kobra é o Greenpincel, onde procura denunciar às agressões do homem ao meio-ambiente. “Se no Muro das Memórias mostro a beleza e convido à contemplação, no Greenpincel mostro o horror e convido para a tomada de posição e para a ação”, explica.

Kobra está em fase de intensa produção. Recentemente entregou dois murais de apoio às manifestações do povo brasileiro, um deles, sem nome, na  avenida Rebouças (altura do número 167)e outro, chamado “Aberto para Reformas”, na avenida Heitor Penteado (altura do número 560).

No início de 2013, Eduardo Kobra foi notícia em mais de 30 países  ao inaugurar no dia 25 de janeiro, aniversário de São Paulo, na parede lateral do edifício Ragi, na Praça Oswaldo Cruz (número 124), no início da Avenida Paulista, em homenagem ao arquiteto Oscar Niemeyer, falecido no dia 5 de dezembro do ano passado. Ele pintou um retrato do artista, com várias referências às suas grandes obras (aparecem no desenho a Pampulha, o Copam, o Museu Oscar Niemeyer e o Palácio do Planalto). A obra tem 52m de altura por 16m de largura.

Em novembro de 2012, Kobra retratou duas obras de Niemeyer – a catedral Metropolitana de Nossa Senhora Aparecida, mais conhecida como catedral de Brasília, e a Igreja São Francisco de Assis da Pampulha, em Belo Horizonte, Minas Gerais – no grande mural que fez na Usina Termelétrica Norte Fluminense, em Macaé, Rio de Janeiro (foram ao total 12 painéis com homenagens a monumentos ou construções icônicas de dez cidades brasileiras, além de Paris –  ver detalhes sobre o mural na sequencia do release).  “As obras da usina projetei e fiz quando Niemeyer era ainda vivo. Depois, embora ele não fosse paulista, quis homenageá-lo no aniversário de São Paulo, em um dos cartões símbolos da cidade, que é a região da av. Paulista. Afinal, ele era um cidadão do mundo”, diz Kobra.

Monte Rushmore de Keystone, em Dakota do Sul, para Los Angeles

A pintura de Niemeyer e as obras na usina de Macaé se inserem na mesma da mesma linha dos trabalhos que produziu no ano passado nos EUA, com grande repercussão, quando transpôs o Monte Rushmore de Keystone, em Dakota do Sul, para Los Angeles, na Califórnia (trabalho citando no início do release); e fez o belíssimo mural “O beijo está no ar’ em Manhattan, na região de Chelsea, conhecida por abrigar algumas das melhores galerias de arte de Nova York.

Também no final do ano passado, fez o mural “Viver, Reviver e Ousar”, com uma releitura do lindo monumento “às Bandeiras”, do escultor Victor Brecheret, também na Igreja do Calvário.

 

Sobre Eduardo Kobra

O muralista e artista plástico Eduardo Kobra entregou em dezembro de 2012 seu maior projeto até hoje! Ele fez um gigantesco painel com homenagem a monumentos ou construções icônicas de dez cidades brasileiras, além de Paris, na UTE Norte Fluminense (do grupo EDF – Electricité de France S.A), situada na cidade de Macaé, no Rio de Janeiro. O mural tem cerca de 1.300 metros quadrados (192 metros de comprimento por 14 metros de altura, a partir do chão – sete deles de área para a  pintura)  e fica na área externa das torres de resfriamento. Kobra pintou o trabalho ao lado de outros 12 artistas do Studio Kobra.  O fato da UTE ser comprometida com a questão do meio ambiente, foi fundamental para que Eduardo Kobra aceitasse realizar o trabalho. Além do seu conhecido projeto “Muro das Memórias”, Kobra desenvolve há dois anos o projeto “Greenpincel”, onde denuncia artisticamente crimes contra o planeta. “Só resolvi fazer o trabalho depois que conheci bem o projeto da UTE”, diz.

É o maior trabalho em extensão já realizado por Kobra. Antes disso, pintou grandes obras, como a Caixa d´Água no Campus Universitário do Santo Amaro, do Senac, em São Pulo, com dois mil metros quadrados;  o mural da 23 de maio, com 1.000 metros quadrados; os murais dentro do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, com um total de mil metros quadrados; o prédio do Senac na av. Tiradentes, em São Paulo, com 800 metros quadrados, o mural “Evolução Desumana”, em Atenas, na Grécia, com 700 metros quadrados; e, recentemente, o painel “O Beijo Está no Ar”, em Nova York, com 500 metros quadrados..

Também no final de 2012, o artista brasileiro entregou em Sarasota, Estados Unidos, uma belíssima obra em 3D, “O Circo”, no Sarasota Chalk Festival, grande festival de arte de rua.  Kobra fez uma homenagem ao Ringling Brothers Circus’ (http://www.ringling.org/), um dos principais circos do mundo, que é de Sarasota. No ano passado, Kobra fez a “A Biblioteca”, escolhida como uma das 20 melhores entre os cerca de 300 trabalhos de artistas participantes (não houve um único vencedor. Os 20 melhores foram escolhidos igualmente). Kobra teve grande destaque durante o festival.  Deu entrevistas a emissoras de TV da região e foi capa do principal jornal da cidade,  o  “Herald-Tribune Sarasota”.

 

Mais sobre o artista

Kobra fez em junho do ano passado o belíssimo mural “O beijo está no ar’ em Manhattan, na região de Chelsea (no 255 10th Avenue), conhecida por abrigar algumas das melhores galerias de arte de Nova York. Durante  duas semanas em que durou a pintura do mural, norte-americanos e turistas fotografaram e filmaram tanto o mural que um funcionário da High Line (antiga linha de trem que hoje virou um importante ponto turístico em Nova York. e de onde há uma visão privilegiada para o trabalho de Kobra), precisou permanecer o tempo todo no local pedindo para as pessoas não permanecerem muito tempo paradas, para não causar aglomeração

“De todos os trabalhos que fiz no exterior este é o que teve maior repercussão e interação com o público. Como a parte superior do mural está totalmente voltada para o público que caminha pela High Line, muita gente parou para acompanhar o nosso trabalho.  Nunca vi coisa parecida”, relembra Kobra.

        

Mais uma imagem do mural inspirado no famoso beijo da Times Square

O tema escolhido para a obra remeteu a Times Square da década de 40. ”Em uma das nossas longas caminhadas que fizemos antes de decidirmos o que e onde pintar, chegamos a Times Square e fiquei profundamente emocionado, com todo aquele movimento, as pessoas do mundo inteiro,  os painéis enormes e coloridos e a vida pulsando. Buscamos algumas referências e chegamos ao famoso beijo da Times Square (beijo de um marinheiro em uma enfermeira, que ilustrou na capa da revista Life o fim da II da Segunda Guerra Mundial, retratado pelo fotógrafo Alfred Eisenstaedt, em 14 de agosto de 1945, dia em que o Japão se rendeu aos EUA)

“Esta foi a base deste novo mural. O objetivo é sensibilizar e mostrar que, mesmo com toda a correria, mesmo com o mundo dos negócios a todo vapor, o Amor está no Ar em Nova York!”, diz Eduardo Kobra.

Eduardo Kobra, que começou como pichador, tornou-se grafiteiro (ler sobre o artista mais abaixo no release) e hoje se define como um muralista, tornou-se conhecido pelo seu projeto Muro das Memórias, onde faz releituras de cenas da São Paulo antiga. Nos últimos anos mas, principalmente, em 2011, também se dedicou muito a outros projetos, como surpreendentes obras em 3D e o projeto Greenpincel, onde mostra (ou denuncia) imagens fortes de matança de animais e destruição da natureza. Também fez várias viagens para mostrar seu trabalho no Exterior, como para a Inglaterra (Londres), França (Lyon) e Estados Unidos (Miami, Sarasota e Los Angeles)

O ano de 2012 marcou uma retomada. “Claro que sigo buscando novos projetos e temáticas, tanto que preparo uma exposição para Los Angeles e outra para Portugal, dentro da temática do Greenpincel, mas fiz questão de realizar no ano passado diversas obras dentro do projeto ‘Muro das Memórias’, que é a base do meu trabalho e que sempre estará presente em minha trajetória”,  diz o artista plástico.

O “Muro das Memórias” surgiu nas ruas de São Paulo, e caminhou com muita naturalidade, sem nenhum apoio, durante anos, movido pela paixão de Kobra pela maior cidade do País. “Existe, sim, muito amor em São Paulo. Meu e de muitas outras pessoas, que fazem verdadeiras declarações para essa cidade, seja em obras públicas, seja anonimamente, em pequenas ações do cotidiano”.

 

Da pichação ao muralismo

Muralista e artista plástico, o brasileiro Eduardo Kobra, 37 anos, nascido no estado de São Paulo, é um expoente da neo-vanguarda paulista. Seu talento brota por volta de 1987, no bairro do Campo Limpo com o pixo e o graffiti, caros ao movimento Hip Hop, e se espalha pela cidade. Com os desdobramentos que a arte urbana ganhou em São Paulo, ele derivou – com o Studio Kobra, criado nos anos 90 – para um muralismo original – inspirado em muitos artistas, especialmente os pintores mexicanos e no design do norte-americano Eric Grohe – beneficiando-se das características de artista experimentador, bom desenhista e hábil pintor realista. Suas criações são ricas em detalhes, que mesclam realidade e um certo “transformismo” grafiteiro.

Durante a produção da fantástica obra de 1.000m2 na avenida 23 de maio

Nesse caminho  ele desenvolveu o projeto “Muros da Memória” que busca transformar através de murais a paisagem urbana e resgatar a memória da cidade. Os desenhos são a síntese do seu modo peculiar de criar – através do qual pinta, adere, interfere e sobrepõe cenas e personagens das primeiras décadas do século XX.  Essas obras são uma junção de nostalgia e modernidade, por meio de pinturas cenográficas, algumas monumentais. Através delas cria portais para saudosos momentos da cidade. O mais conhecido dos seus murais, de 1000 m2,  foi realizado em 2009 na avenida 23 de Maio, em comemoração ao aniversário de  São Paulo.  “A idéia é estabelecer uma comparação entre o ar romântico e o clima de nostalgia, com a constante agitação  de hoje”, afirma o artista.

O projeto  alcançou  repercussão nacional. Além dos inúmeros trabalhos na cosmopolita São Paulo, a maior cidade brasileira,  Kobra produziu murais em Brasília, Rio de Janeiro, Belém do Pará, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

Kobra, inquieto, estudioso e autodidata, também faz pesquisas com materiais reciclados e novas tecnologias, como a pintura em 3D sobre pavimentos (muito difundida por nomes internacionais, como Julian Beever e Kurt Wenner). A convite da prefeitura de São Paulo, o artista realizou diversas obras em 3D, como na Praça Patriarca, no centro da Cidade, a primeira no Brasil; e na Avenida Paulista, símbolo da megalópole. A técnica anamórfica  consiste em “enganar os olhos”. A pintura é distorcida ou mesmo incompreensível na maioria dos ângulos de visão, mas ao ver do ângulo correto, estipulado pelo artista, se torna um 3D com incrível variação de profundidade e realismo. Recentemente o artista iniciou um novo projeto, o “Greenpincel”.

 

Veja a seguir uma síntese das linhas de trabalho de Eduardo Kobra

Muro das Memórias – projeto mais antigo e constante de Eduardo Kobra, que pinta São Paulo antiga. Há cerca de 40 trabalhos em São Paulo. Cria um contraste entre o antigo e o contemporâneo. Na av. 23 de maio, em seu maior trabalho, de mil metros quadrados, as pessoas passam em seus carros, como máquinas, a toda velocidade. O lado humano da avenida está justamente nos rostos pintados no muro. O artista começa a ser convidado para desenvolver trabalhos do Muro das Memórias em outras cidades. Fez, por exemplo, lindas criações em Belém do Pará, Rio de Janeiro e Santa Maria (RS), além de cidades em diversos países.

3D – Kobra é pioneiro nesta arte. Surpreendeu São Paulo fazendo um carro em 3d na Praça do Patriarca. A obra tinha cerca de 30 metros de largura por oito de comprimento. De 98% das posições o espectador via uma mancha no chão. De dois por cento via um carro, “real”, na frente. Fez um Pelé na Av. Paulista; um Michael Jackson no Rio de Janeiro (junto com o artista plástico Romero Brito); uma piscina no Rio (homenagem às Olimpíadas); monumentos de Brasília na Esplanada dos Ministérios e um canyon com elementos brasileiros e sul-africanos na Praça do Patriarca, em São Paulo, durante a Copa do Mundo de 2010. Ao total, fez cerca de 20 trabalhos em 3D no Brasil. Em 2011, participou e foi premiado no Sarasota Chalk Festival, maior evento de 3D do mundo (ler em trabalhos internacionais, ao final do release).

Galeria de Céu Aberto – O artista começou a colocar seus quadros em muros e outros espaços da cidade de São Paulo. Quer mostrar para as pessoas que a arte é acessível, que todos podem entrar em galerias. “Muita gente pensa que não gosta de arte simplesmente porque nunca entrou em museus e galerias”, afirma Eduardo Kobra que há pouco mais de quatro meses fez uma obra deste projeto em muro da Praça Panamericana.

Galeria – Kobra se firma como artista plástico. Sua arte é cada vez mais encontrada também nas galerias. Em outubro de 2008, fez na galeria Michelangelo, em São Paulo, a elogiada exposição “Lei da Cidade que Pinta”, onde placas, outdoors, luminosos e outros materiais de comunicação visual retirados pelos fiscais e funcionários da Prefeitura ressurgiram como suporte para as obras de arte. Em julho de 2009 fez, também em São Paulo, na galeria Pró Arte, a exposição “Visitas”, sucesso de crítica e público. Tem telas na Galeria de Arte André. Ainda em 2012 fará exposições em Nova York e Paris.

Greenpincel – O projeto que o artista desenvolve desde março de 2011, buscando alertar e combater as agressões do homem aos animais e ao planeta como um todo.  Kobra entregou vários murais para a cidade de São Paulo, dentro do projeto. Fez em julho um chocante mural de “boas-vindas”, chamado “Welcome to Amazônia”, na av. Rebouças, 167, com cerca de 7mX5m. O cenário mostra um ambiente arrasado. Pouco antes, concluiu o  mural “CO2”, na rua Alvarenga, 2.400, com cerca de 10mX5m, também parte do seu projeto Greenpincel, iniciado com o mural “Navio Baleeiro” (obra crua e forte, baseada em uma cena da caça de uma baleia pelo navio Yushin Maru), realizado em março na rua Domingos de Morais, na Vila Mariana. No dia 26 de agosto, Kobra e outros artistas do Studio Kobra pintaram o mural “Sem Rodeios”, na av. Brigadeiro Faria Lima, depois de ficar chocado com as imagens nos jornais e sites do bezerro abatido pelo peão César Brosco durante a 56ª. Festa do Peão de Barretos. Em setembro, fez na rua Cayowa, em Perdizes, o mural “Mar da Vergonha”, onde critica o massacre de centenas de golfinhos no início de setembro, na pequena cidade de Taiji, na costa meridional da ilha japonesa de Honshu. Em outubro do ano passado fez o mural Alta Mira, onde critica a construção da usina, trabalho que atingiu grande repercussão de público e mídia.           Segundo Kobra, o Greenpincel denuncia e combate artisticamente as várias formas de agressão do Homem à natureza. “Todas as tragédias naturais que têm acontecido em nosso planeta mostram que proteger os animais e a natureza como um todo é também uma forma de protegermos o ser humano. Particularmente, sou um apaixonado por plantas e animais. São temas que namoro há muito tempo e, por isso, decidi que já era hora de colocá-los também dentro do meu trabalho como artista”, diz. O Greenpincel marca uma nova etapa nas obras de rua do artista, que buscam basicamente preservar a memória e trazer beleza aos paulistanos, em meio à correria do dia-a-dia. “Gosto muito de resgatar a história e levar beleza às ruas das cidades, o que faço principalmente no projeto ‘Muro das Memórias’, mas há situações em que devemos denunciar, mostrando artisticamente as agressões feitas contra o nosso Planeta”, afirma.

 

Personalidades – Série que homenageia personalidades importantes da história, como o arquiteto Oscar Niemeyer, o compositor Adoniran Barbosa e o ator e compositor Mário Lago.

 

Mosaicos – É fase mais recente do trabalho de Eduardo Kobra. Usa aspectos coloridos e figuras geométricas sobrepostas nas cenas. Esta técnica dá profundidade e cor aos trabalhos. Alguns exemplos desta fase são os já citados murais “O Beijo está no Ar”, em Nova York; e “Viver, Reviver e Ousar”, em São Paulo.  Às vezes a técnica pode se mesclar a outros estilos ou linhas de trabalho do artista. A recente homenagem a Oscar Niemeyer pertence à fase Personalidades e também à fase Mosaicos.

 

Trabalhos Internacionais – Além dos trabalhos destacados no início deste release, o muralista e artista plástico fez, em 2011, três murais na Europa. Em maio, em Lyon, França, pintou o mural Imigrantes (de 17mX3,5m), no bairro de Guillotiére, que é conhecido por abrigar muitos imigrantes, vindos de diversos países e continentes. Um novo projeto da Prefeitura da cidade prevê a demolição de várias casas e prédios históricos dessa região, para a construção de uma ampla avenida, trazendo modernidade às custas da perda de patrimônio histórico e, principalmente, da retirada de antigos moradores. “Minha pintura fez parte de uma série de eventos e protestos contra essa ação da Prefeitura”, explica o artista.  Todo o processo produtivo de Eduardo Kobra foi acompanhado pelo francês Gilbert Codene, líder de uma das principais equipes de pintores muralistas no mundo.

Antes de Lyon, Kobra passou por Londres, onde fez, em abril, um mural na bicentenária Roundhouse. Nesse muro já existiram outros trabalhos. O primeiro foi do famosíssimo grafiteiro Banksy (um documentário sobre ele concorreu ao Oscar). “O trabalho de Banksy foi atacado por uma senhora que mora no bairro e não gostou da obra, destruindo-a com tinta branca. Pouco depois, artistas utilizaram o muro para protestar, desenhando uma onça e colocando frases contra o ataque”, conta Kobra. A Roundhouse fica no Camden Town, um dos bairros mais descolados de Londres e é umas das casas mais importantes da capital inglesa. Por lá já se apresentaram nomes como Mick Jagger.

Na Grécia, Kobra fez, com Agnaldo Britto Pereira,  em um ponto nobre de Atenas (próximo à estação do metrô Pefkakia),  o mural “Evolução Desumana”, com cerca de 35 metros de comprimento por cinco de altura, dentro de seu projeto  Greenpincel.  Após passar cerca de um mês em Atenas, voltou ao Brasil no final de agosto, após concluir o mural, que havia sido atacado por religiosos, revoltados com o que chamavam de agressão a Deus, já que “Evolução Desumana” trazia da evolução segundo Charles Darwin.

“Sempre respeitei as culturas e as religiões. O meu trabalho é com Arte Urbana e, claro, ele acontece principalmente nas ruas, o que aumenta  ainda mais a minha responsabilidade, já que minhas obras são vistas por todos os tipos de pessoas. Mas parece-me claro que o fato de não gostar de algum trabalho artístico, por sua qualidade ou temática, não dá a ninguém o direito de destruí-lo. Se assim o fosse, esses religiosos poderiam entrar no Museu de História Natural de Nova York, onde a evolução da espécie e, principalmente, humana é mostrada de forma realista, e destruírem tudo! Respeitar o direito de expressão é básico na Democracia que, por sinal, começou aqui na Grécia. Por isso decidimos, ainda que exista algum perigo de um novo ataque ao muro, refazer o trabalho, com algumas modificações estéticas, mas ainda dentro do mesmo tema. Não podemos ceder espaço para os intolerantes”, diz Eduardo Kobra.

O artista brasileiro viajou para Atenas, a convite de Kiriakos Isofidis, sócio da editora Carpe Diem, que já publicou três livros sobre muralismo (“Mural Art Book 1, 2, e 3”), além de diversos outros livros sobre Street Art. O terceiro volume de “Mural Art Book” traz duas páginas sobre o trabalho de Kobra. Isofidis também dirige o grupo Carpe Diem,  um dos principais de arte de rua na Grécia.

No final de 2011, Kobra foi aos EUA, acompanhado pela sua equipe do Studio Kobra, como o único artista brasileiro convidado para o Sarasota Chalk Festival, maior evento de arte em 3D no mundo, que teve a curadoria de Kurt Wenner. Os trabalhos do festival foram realizados de 1 a 6 de novembro e o dia 7 foi exclusivo para a visitação do público, que lotou as ruas da cidade norte-americana. Várias urnas foram espalhadas por Sarasota para que o público votasse nos 20 melhores trabalhos, entre os 200 participantes. A Biblioteca em 3D de Eduardo Kobra esteve entre os 20 trabalhos eleitos e premiados. Após o festival, os brasileiros participaram da Garage Art (a pintura de um estacionamento), ao lado de outros quatro artistas – cada um responsável por um andar, em Sarasota, e, ainda na cidade, pintaram a lateral de um prédio na avenida Pinapple, também em Sarasota, retratando uma cena da década de 40.

Após Sarasota, Kobra viajou a Miami para participar do Art Basel, evento de arte que acontece em “toda” Miami, com cerca de 100 artistas norte-americanos e de diversos países pintando os muros da cidade. O Studio Kobra pintou um quarteirão inteiro em Wynwood, com imagens antigas, mas em linguagem contemporânea e colorida. No início de 2012, após as festas de final de ano no Brasil, Kobra voltou aos EUA para participar da Art Palm Beach, também com um mural que mostrava imagens antigas com linguagem contemporânea. Ainda no EUA fez em Los Angeles o já citado neste release mural com oito metros de altura por 14 de comprimento, com uma releitura das esculturas de quatro presidentes dos EUA. No início de novembro de 2012 Kobra voltou ao Sarasota Chalk Festival e fez a obra “O Circo”, em 3D.

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