A bióloga brasileira Ana Paula Maciel mandou um e-mail para o muralista Eduardo Kobra, agradecendo pelo protesto contra sua prisão, que ele deixou, no dia 14 de outubro, em um beco de Moscou. Além disso, Kobra foi convidado (e fez) um cartão especial de Ano Novo para o Greenpeace.  O cartão traz o nome de todos os ativistas do Greenpeace que estiveram presos na Rússia e destaca que Ana Paula já está em liberdade, mas ressalta que o planeta ainda corre em perigo. E alerta: “O Ártico precisa de você”. O cartão traz ainda um belo texto de agradecimento de Ana Paula a todos que protestaram contra a prisão dos ativistas. “Ainda temos muito trabalho pela frente e sem vocês nossa liberdade não teria sido possível. Ninguém pode prender um nascer do sol!”, diz Ana ao final da mensagem. Ana Paula chegou ao Brasil no último sábado, 28 de dezembro.

Sobre o protesto

O muralista Eduardo Kobra viajou para Moscou a convite da Prefeitura da cidade, para pintar um novo mural. Ele começou o trabalho no dia 2 de outubro e entregou a obra no dia 11. Ele fez a obra ao lado de Agnaldo Brito, artista do Studio Kobra, que o acompanha na maioria dos trabalhos internacionais. O painel “a bailarina”, que mede 16mX10m, é, segundo o artista, uma referência a um dos principais nomes da história do balé russo e mundial: Maya Plisetskaya (que fez 88 anos no dia 20 de novembro).  No dia 14 de outubro, Kobra avisou, minutos antes de sair da Rússia, que havia deixado em Moscou mais um mural, feito sem convite ou permissão oficial: a obra “Ana”, onde pedia a liberdade para a ativista Ana Paula Maciel, do Greenpeace.

“Ana” foi pintada no bairro Mendeleevskaya, próximo à estação de metrô do mesmo nome, em um local tradicional da Street Art de Moscou. Foi toda feita com spray. A produção da obra demorou cerca de cinco horas. “Primeiro pintei o urso e só ao final escrevi a mensagem, para não despertar tanta atenção de quem passava pelo local”, diz Eduardo Kobra. “Foi maravilhosa a forma como fui recebido em Moscou e São Petersburgo. O tempo todo fiquei impressionado com a força da cultura russa, em seus variados aspectos, mas não poderia deixar de registrar o meu protesto contra a prisão da ativista do Greenpeace. Afinal, não podemos tolerar a falta de liberdade para a expressão”, afirmou na época Eduardo Kobra

 

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