Por Airton Gontow

 

Gigante pela própria natureza, o Brasil tem agora como técnico de sua seleção de futebol alguém nos remete diretamente ao anão!

 

Não, não falo do nome do treinador!

 

Nunca chegará o dia em que eu ache que o nome é determinante para competência.

 

Falo é do espanto!

 

Quando ouvi a notícia, exclamei:

“Ah, NÃO!

Não, não pode ser!”

 

Falo é da estatura!

Não, não é de altura que estou falando.

Até mesmo porque Dunga tem 1m76!

E mesmo se fosse baixinho…

 

Nunca chegará o dia em que eu ache que a altura de um homem é determinante em seu caráter e espírito de liderança!

 

É que Dunga é um técnico menor!

Não tem história como treinador.

Ou melhor, tem uma breve história, marcada por alguns títulos, é verdade,

mas principalmente por confusões, atritos com a imprensa, ressentimentos com jogadores, escolhas erradas e conceitos atrasados de futebol,  como da valorização exagerada do tal “grupo fechado” e do isolamento dos atletas – bem ao contrário do que mostraram, por exemplo, as seleções da Alemanha e da Holanda na recente Copa do Mundo no Brasil.

 

Parece piada!

O treinador escolhido para renovar nosso futebol brasileiro e lançar os novos talentos é justamente aquele que deixou de fora da Copa de 2010 os jovens Neymar e Paulo Henrique Ganso e levou “craques”

como Elano, Grafite, Júlio Batista, Josué e Doni.

 

Parece história da carochinha!

Não é.

Ainda assim o final, infelizmente, já se anuncia:

– E os brasileiros viveram infelizes para sempre…

 

Airton Gontow, 52 anos, é jornalista e cronista.

 

 

 

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