Por Airton Gontow

“Gaymio”. É o que foi colocado nas paredes do Bento Freitas, no cartaz que convoca para uma excursão para o primeiro jogo da grande final entre Grêmio e Brasil de Pelotas.
O rosto do torcedor xavante está aí, para todo mundo ver: basta procurar no google.
Estereotipar! Achar que ser gay é ofensa! Associar estúpida e burramente e a torcida gremista a um “gênero”!. Não pode durante o jogo, mas pode antes, na sede de um clube?
Cadê o STJD? Cadê o Ministério Público?
Ou se pune sempre toda e qualquer atitude preconceituosa ou se libera geral, acreditando que é tudo brincadeira. Interessante, porém, constatar que quem acha que tudo é “parte do jogo” e o politicamente correto é muita chato são quase sempre os algozes e não as vítimas.

A falta de punição (ou punição garantida quando o “infrator” é o Grêmio) é mais um exemplo da incompetência das nossas “instituições”.

A diretoria do bravo Brasil de Pelotas, time de torcida apaixonadíssima (que deveria ter recebido quatro mil ingressos para o jogo de hoje na Arena do Grêmio ) e com a melhor campanha no Gauchão deste ano , bem que poderia – e deveria – identificar e punir exemplarmente o torcedor da foto ou grupo de torcedores que fizeram a provocação discriminatória. Seria um belo e digno exemplo para o futebol e todo o País.

Que a torcida gremista não caia na bobagem e infâmia de entonar os mesmos gritos homofóbicos no Domingo de Páscoa em seu estádio!

Infelizmente, o que mais vemos não é o presente do Coelhinho, mas o Ovo da Serpente, gerando a intolerância, pronto para eclodir e a contaminar as multidões nos estádios, no País e em todo o mundo.

 

(foto publicada no site da RBS)

(foto publicada no site da RBS)

 

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Airton Gontow é jornalista, cronista e diretor do site de relacionamento Coroa Metade.

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