Por Airton Gontow

Bibi Ferreira: a diva!

Bibi Ferreira: a diva!

Morreu Bibi Ferreira.
Pode parecer natural
morrer aos 96 anos.
Mas é uma tragédia sim.
Quem a assistiu no palco sabe o que
o País perdeu.
Tive a honra de divulgar um espetáculo seu, uma única vez, “Bibi canta Piaf”, no dia 18 de dezembro de 2005, no Jardim Botânico, em São Paulo.
Inesquecível.
Mas a atriz, cantora, compositora e diretora Bibi Ferreira também é tragédia no bom sentido que a palavra pode ter.
É tragédia!
É comédia.
É musical.
Filha do grande ator carioca Procópio Ferreira e da bailarina portenha Aída Izquierdo, estreou no teatro aos 24 dias de vida, em “Manhãs de Sol”, de Oduvaldo Vianna. Dizem que substituiu uma boneca, que teria desaparecido quase na hora da peça.
Aos 95 anos fez, com o espetáculo “Por Toda Minha Vida”, só com músicas brasileiras, sua turnê de despedida.
Talento e paixão: 95 anos de palcos, provavelmente um recorde mundial.
Imagino uma última cena:
– Posso entrar, Senhor?, indaga a dama do teatro brasileiro.
Ela escuta: – Como é seu nome?.
E responde: – Bibi!
– Não precisa buzinar não. Pode entrar cantando!, diz a voz, com reverência e bom humor.
Enquanto abrem-se a porta (e as cortinas) ouvem-se aplausos. E ecoam trombetas. Um anjo poeta festeja: – Há mais uma estrela no céu!
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Airton Gontow é jornalista, cronista e diretor do site de relacionamento Coroa Metade.

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