Apneia tem tratamento

Apneia tem tratamento

A “sonhada” hora de dormir pode se tornar um estresse! Isso porque 30% da população da cidade de São Paulo têm apneia, segundo o Instituto do Sono, ligado à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O problema, que é caracterizado pelo excesso de interrupção da respiração ao longo da noite, impede o bom funcionamento do organismo, sobrecarrega órgãos vitais e pode até levar ao desenvolvimento de doenças crônicas, como a hipertensão.

“Durante uma noite de sono, é normal ter até cinco paradas respiratórias por hora, de até dez segundos cada. A apneia acontece quando a respiração é interrompida mais frequentemente e/ou por um período mais longo. De cinco a 15 paradas por hora, consideramos ser de grau leve. De 15 a 30, moderado e, mais de 30, grave”, explica o otorrinolaringologista especializado em Sono da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, José Antonio Pinto. De acordo com o especialista, o ronco é um marcador da doença, pois é sinal de que há obstrução das vias respiratórias. “Geralmente, a procura por um médico acontece depois das queixas de quem dorme ao lado”, afirma.

Durante a consulta, é feita uma análise da vida do paciente. Sabe-se que a má qualidade do sono impacta na rotina como um todo e, dessa forma, é possível identificar problemas causados pela privação, como cansaço excessivo, perda da memória e dificuldade de concentração.

Além dos questionários, também podem ser indicados exames clínicos para ajudar no diagnóstico do problema. Entre eles, está a polissonografia, estudo do sono que analisa as alterações fisiológicas que ocorrem durante a noite. “O exame, que antes era realizado somente no hospital, agora pode ser feito em casa. O paciente dorme com um equipamento especial em formato de pulseira, chamado Watch-PAT, que registra as fases do sono, posição, grau de apneia, oxigenação e movimentos. Com base nos resultados, que são transmitidos para um computador, conseguimos diagnosticar a origem do problema”, esclarece.

“Como a apneia do sono é uma doença multifatorial, o tratamento varia muito. Em 30 a 40% dos casos, o problema é causado pela má posição de repouso: principalmente quando se dorme de barriga para cima. Mas também pode ter uma origem fisiológica, como obstrução das vias respiratórias devido à amígdala grande, desvio de septo ou queixo retraído, situações em que há indicação cirúrgica para correção. Para alguns pacientes, a reeducação comportamental e alimentar já é suficiente para perceber a melhora na qualidade do sono”, comenta.

Veja a seguir dicas básica do Dr. José Antonio Pinto para a “Hora de desligar”:

  • Mantenha um horário regular para dormir e levantar;
  • Prepare o ambiente, baixe a luminosidade, diminua os ruídos e deixe a temperatura amena;
  • Tome um banho morno;
  • Ingira leite morno ou chás calmantes, como erva-doce ou camomila;
  • Evite refeições pesadas, cafeína e uso de bebidas alcoólicas próximo ao horário de dormir;
  • Não assista TV na cama.

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