O instigante livro de Petter Dogget  traz à tona os conflitos que se sucederam à separação do famoso Quarteto de Liverpool, além de repercutir sobre a importância do grupo para a cultura popular.

Quando Paul McCartney disse ao mundo, em 1970, que não planejava mais trabalhar com os The Beatles, a notícia gerou um impacto poucas vezes visto . Foi uma tragédia cultural e, mais ainda, o fim de uma era de otimismo sem precedentes na história da cultura popular.  “O Sonho Acabou” estampavam as manchetes dos jornais de época. Mais do que isso, era também o “inicio de um pesadelo”, como mostra o instigante o livro “A Batalha pela Alma dos Beatles”, de Petter Doggett, que traz à tona, pela primeira vez, a dramática história das rivalidades pessoais e profissionais que dominaram as vidas dos Beatles desde 1969.  Editado pela  Nossa Cultura, custa R$ 69,00 e tem 512 páginas.
Com documentos e precisão jornalística, o autor mostra que por quase quarenta anos os quatro integrantes da mais famosa e influente banda de rock de todos os tempos, suas famílias e parceiros de negócios foram forçados a viver em meio às reverberações daquele sucesso incrível.
Ao longo das páginas, vemos as shakespearianas batalhas das famílias de Lennon e McCartney, os conflitos existenciais de George Harrison, dividido entre espiritualidade e fama; e os esforços de Richard Starkey (Ringo Starr) para se livrar do alcoolismo que ameaçava sua vida. A obra também traz as relações mutáveis entre os quatro artistas, ao lutarem para afirmar suas identidades fora da banda, e a transformação de sua empresa multimidiática, a Apple Corps, de bastião da contracultura à leviatã corporativo.
Nesta cativante narrativa, Peter Doggett documenta os dramas humanos da rica e envolvente história do império criativo e financeiro dos Beatles, formado para salvaguardar seus interesses, mas fadado a controlar suas vidas. As tragédias, as brigas, os encontros e desencontros e a permanência dos sucessos nas paradas estão presentes na obra.

Como bem definiu a influente revista “Rolling Stone”, “Doggett expõe neste livro o divórcio mais agonizante da história do rock… é uma nota final sombria e, ao mesmo tempo, fascinante, sobre a maior banda de rock de todos os tempos”.

 

Sobre o autor:

Petter Doggett escreve, desde 1980, sobre música pop, indústria do entretenimento e história social e cultural. Jornalista e colaborador de diveras publicações inglesas, como  Mojo, Q, e GQ. É autor de obras como “The Art and Music of John Lennon”; do volume sobre “Let It Be e Abbey Road”, na série que detalha a criação dos álbuns dos Beatles; e  de “Are You Ready for The Country?” estudo pioneiro das interseções entre rock e música country. Recentemente, publicou “There’s a Riot Going On”, enciclopédica história da contracultura e seus protagonistas nos anos de 1960.

 

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